Gelataria Puzzle vende gelados artesanais há 25 anos nas Caldas

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Carlo Pessi e Linda Casalino são os donos da loja, situada em frente ao Parque, que é decorada com puzzles, até no teto

Há uma gelataria artesanal em frente ao Parque D. Carlos que está a assinalar o seu primeiro quarto de século

Carlo Pessi e Linda Casalino chegaram de Novara, do Norte de Itália, para Portugal em 1997. Viajaram de autocaravana, percorreram zonas como o Algarve à procura de encontrar o melhor local para instalar o seu negócio de gelados. Não tinham experiência na área, pois ambos dedicavam-se à criação de cavalos. Mas a vida ditou que emigrassem para outro país europeu e, na bagagem, já traziam máquinas de gelados, em segunda mão, e que lhes permitiram iniciar o negócio.
“Chegámos às Caldas no último domingo de julho”, partilhou Carlo Pessi, de 69 anos. Na cidade termal deram com a loja em frente ao parque, na Rua de Camões onde ainda hoje se encontra a Gelataria Puzzle. Escolheram o nome por causa do passatempo de Linda Casalino, que fazia puzzles com milhares de peças e que continuam a decorar a gelataria. Até no teto há um puzzle que o então casal fez, todo a mão…
Passado um quarto de século, Carlo Pessi ainda agradece ao italiano a quem adquiriu os primeiros produtos para fazer os gelados e lhe ensinou os segredos. “Tal como um chefe de cozinha, um gelateiro tem de ter vontade de ser criativo e de experimentar muito… É isso que fará a diferença”, revelou o empresário, que se lembra que, quando abriu, tinha 20 sabores, muitos dos quais ainda hoje se mantêm. E a abertura nas Caldas correu logo bem, apesar de terem “tido algumas dificuldades no primeiro inverno”.
Entre os primeiros sabores estava o sabor Puzzle, que tinha o próprio nome da casa. Era feito de nata e finalizado com um complemento azul. O sabor era similar ao do licor Blue Coraçao, que, entretanto, deixou de se fabricar.
No ano 2000, as novas regras de higiene e segurança obrigaram a obras no espaço da gelataria. Era obrigatório ter valências como um armazém, o que fez diminuir o espaço e as mesas da sala. No início, a Puzzle apostou nas grandes taças de gelado, mas hoje são as pequenas taças e os cones que são reis, apostando-se no gelado para levar.
“Num dia bom vendemos entre as 400 e a 500 bolas de gelado”, contou o empresário, recordando ainda que, em 2008, tentou estender o negócio para a Benedita, abrindo um segunda espaço. A experiência durou apenas alguns meses.
Noutra época chegaram a apostar nalguma pastelaria, mas desistiram, pois o produto de eleição é de facto o gelado artesanal.
Há cinco anos, o espaço da loja foi adquirido pelos proprietários. Segundo Carlo Pessi, os dias mais fortes são os domingos e feriados. No verão, todos os dias “são bons” e houve alguns invernos que resolveram fechar durante alguns meses.
Os clientes são jovens, famílias e turistas e muitos não dispensam os sabores que primam pela qualidade do produto. “Compro as frutas e os frutos secos e o requeijão na Praça”, contou o empresário, defensor do comércio tradicional. E é habitual encontrar filas de gente, aguardando vez para comprar estes gelados, feitos nas Caldas, de forma artesanal. Usa açúcar, leite e bebidas como soja e aveia, além da água como base e, depois, junta as frutas ou os restantes complementos.
Além dos sabores tradicionais, como morango, chocolate, nata e baunilha, na Puzzle há muitas outras propostas como ginja, gengibre, noz, caramelo salgado, requeijão e figo. O difícil é escolher.
Linda Casalino diz que o futuro da gelataria está assegurado e, para já, é para manter apenas a casa em frente ao parque. “Já somos conhecidos e continuamos a trabalhar bem”, disse a empresária transalpina, que pretende manter a filosofia da casa. E de uma coisa não restam dúvidas: quem prova estes gelados, artesanais é garantido que voltará à Puzzle, situada em frente ao Parque D. Carlos I. ■