ICEL investe 5 milhões de euros em processo de modernização

0
329
Nuno Radamanto é o diretor geral da empresa beneditense

Empresa aposta na automatização de processos através da robotização, mas também prevê aumentar número de postos de trabalho

A ICEL – Indústria de Cutelarias da Estremadura está a implementar um plano de investimento que ascende a 5 milhões de euros, com vista à introdução de tecnologia de ponta no processo produtivo.
Nuno Radamanto, diretor geral da empresa sediada na Benedita, explicou à Gazeta das Caldas que este plano é composto por dois projetos diferentes, mas ambos consistem na “aquisição de mais alta tecnologia disponível para aplicar ao processo produtivo”.
A modernização tem sido uma aposta constante na empresa nos últimos anos. Estes dois projetos, cuja implementação começou no ano passado e vai continuar durante 2022, ascende, em acumulado, a cerca de 5 milhões de euros.
A implementação destes investimentos vai permitir à ICEL aumentar a capacidade de produção, através do reforço da robotização e dos processos automatizados, assim como lhe dará “mais ferramentas de inovação”, realça Nuno Radamanto.
Os novos equipamentos vão garantir uma maior consistência na qualidade dos produtos, o que dará, igualmente, reforçados argumentos em termos de competitividade para o mercado externo, quer nos países onde a empresa já está implementada, como “naqueles em que ainda procura entrar”, acrescenta.
O reforço da automatização de processos não terá, contudo, impactos negativos no que respeita à mão-de-obra necessária, pelo contrário. O nível de qualidade de acabamento a que a ICEL está associada implica que estes continuem a depender de mãos treinadas e conhecedoras.
A empresa conta com 187 colaboradores nos seus quadros e Nuno Radamanto realça que “a previsão é de que este número venha a crescer durante o presente ano”.
Inflação penaliza setor
Depois de um 2020 marcado por uma quebra de 13,25% nas vendas, mas que a empresa, ainda assim, conseguiu terminar com resultado líquido positivo, 2021 foi um ano de retoma para a empresa, que tinha como objetivo o regresso a números pré-pandemia, quando o setor da cutelaria foi afetado pela quebra de mercados importantes, como a hotelaria e restauração.
Agora, o setor enfrenta um novo obstáculo, a inflação das matérias-primas e da energia. Nuno Radamanto fala numa “subida brutal” de preços em matérias-primas fulcrais “entre os 12% e os 75%”, o que cria pressão sobre a fileira e “implica uma subida do preço dos nossos produtos”.
Este cenário resulta em que “as vendas ficam obviamente dificultadas”, mas o gestor realça que a competitividade em relação aos restantes players do mercado “não sofre alterações significativas”. ■