INE recruta recenseadores para os Censos 2021

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O Instituto Nacional de Estatística (INE) está a recrutar, até 15 de fevereiro, recenseadores para realizar a 16ª edição do Recenseamento Geral da Habitação – Censos 2021, processo que se inicia em abril.

Para garantir a condução do processo, o INE está a recrutar cerca de 11 mil recenseadores dispersos por todo o país, em regime de contrato de prestação de serviços. Estes terão como tarefa distribuir cartas com códigos para acesso a resposta por internet, assegurar a totalidade das respostas, prestar todos os esclarecimentos necessários às famílias sobre a resposta aos Censos, recolher e confirmar a informação de edifício, recolher e registar as respostas em alojamentos que não respondem pela internet e proceder à validação da informação recolhida, de acordo com as orientações recebidas.

Os requisitos para as candidaturas são ter o 12º Ano completo, preferencialmente, ter competências ao nível da informática e possuir smartphone ou tablet com ligação à Internet. O INE pede ainda pessoas com capacidade para estabelecer contactos interpessoais, que conheçam bem a zona geográfica para a qual se candidatam, que tenham disponibilidade aos fins-de semana e durante a semana a tempo parcial e, de preferência, transporte próprio.

É ainda necessário estar coletado como trabalhador independente, ou ter possibilidade de recorrer ao Ato Isolado, estar inscrito na Segurança Social como trabalhador independente ou estar isento e não possuir dívidas às Finanças e à Segurança Social.

Os selecionados terão um contrato de prestação de serviços com a duração de cerca de 2 meses, entre abril e junho. Os honorários dependem do desempenho. O INE refere que um recenseador com 600 alojamentos atribuídos e que termine o seu trabalho em 6 semanas receberá em média 1500 euros.

As candidaturas têm que ser formalizadas até 15 de fevereiro através do preenchimento online do formulário disponível em recrutamento.ine.pt.

Os Censos vão “contar” todos os cidadãos e famílias residentes no território nacional, bem como todos os alojamentos e edifícios destinados à habitação. Dado que o processo decorre em período de pandemia, o INE tem definido um plano de contingência para garantir a segurança de entrevistadores e entrevistados, através de “um rigoroso protocolo de segurança de saúde pública”, refere a instituição, o reforço da recolha de informação através da internet e a possibilidade de resposta telefónica, dirigida essencialmente a grupos da população com maior dificuldade em utilizar os meios tecnológicos e a que está impedida de contacto presencial por razões de saúde pública.