Ivo Cutelarias investe meio milhão na primeira central fotovoltaica de auto consumo instalada em Portugal

0
5747
Gazeta das Caldas
Os painéis fotovoltaicos na fábrica vão permitir poupanças de energia na ordem dos 60 mil euros anuais |DR

A Ivo Cutelarias, Lda investiu 510 mil euros numa central fotovoltaica destinada ao consumo da própria empresa, localizada em Santa Catarina. Em oito meses de actividade, esta central de energia limpa já cobre mais de 30% das suas necessidades energéticas, permitindo uma poupança estimada na ordem dos 60 mil euros anuais.
A empresa, que foi fundada em 1954 pelo casal Ivo Peralta e Maria das Dores Cabrita, está numa fase de grande crescimento e num processo de ampliação das instalações, no qual vai investir mais 2,5 milhões de euros.

A Ivo Cutelarias surgiu recentemente em destaque no página da EDP pelo seu investimento nesta central fotovoltaica, que foi a primeira do país a ser instalada em regime de auto consumo.
Nos 5000 m2 de cobertura de dois dos pavilhões onde a empresa tem a sua produção, foram instalados 2000 painéis fotovoltaicos, com uma capacidade instalada de 500kW. Esta medida foi complementada com a substituição da iluminação por tecnologia LED.
Esta medida cria poupança à empresa de Santa Catarina. António Peralta, presidente da Ivo Cutelarias, disse à Gazeta das Caldas que esta solução já cobre entre 30% a 35% das necessidades energéticas e gera uma poupança anual que se estima na ordem dos 60 mil euros. A este ritmo, o empresário espera rentabilizar o investimento em aproximadamente oito anos. Esta energia renovável também permite evitar a emissão de 290 toneladas de dióxido de carbono (CO2), por ano, para atmosfera.
Este projecto foi iniciado há cerca de dois anos, mas por ter sido pioneiro teve que ser desbravado parte do caminho, nomeadamente ao nível da legislação das normas de segurança, que não existiam. Este foi um processo moroso, que atrasou o andamento do projecto em cerca de ano e meio.
A poupança de custos foi das razões que levaram a empresa a fazer este investimento, uma vez que a factura eléctrica é a terceira mais pesada na estrutura de custos da empresa, a seguir ao pessoal e às matérias-primas, explica António Peralta. Outro factor importante foi a crescente exigência dos clientes estrangeiros no que diz respeito à sustentabilidade. “Os clientes internacionais dão muito relevo a esta questão ambiental”.