Maiores empresas caldenses subiram exportações para perto dos 130 milhões de euros em 2017

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Gazeta das Caldas
| J.R.

Caldas da Rainha manteve em 2017 as 14 empresas que teve no ano anterior entre as 500 maiores exportadoras do distrito de Leiria e concelho de Ourém. A Schaeffler Portugal (antiga ROL) continua a liderar as exportações no concelho e surge no sétimo lugar daquele ranking. As empresas caldenses que integram a lista aumentaram no seu conjunto as vendas para o estrangeiro em 18%, para próximo dos 130 milhões de euros.

 

A Schaeffler Portugal Unipessoal, Lda mantém-se como a empresa que mais exporta entre as sediadas nas Caldas da Rainha. A firma que produz rolamentos continua a escoar a totalidade da sua produção para os mercados internacionais e facturou, em 2017, 60,67 milhões de euros, o que a coloca como a sétima maior exportadora do distrito, segundo a publicação Campeões da Exportação, do Região de Leiria.
A Schaeffler aumentou o volume de negócios, em 4,8 milhões de euros face a 2016, tendência seguida por seis das sete empresas caldenses que mais negoceiam para o estrangeiro. Apenas a Promol, que fabrica velas, teve um decréscimo nas vendas, o que valeu a troca de posição com a Sotrapex, que é agora a segunda firma caldense com mais exportações. A Logiqueen, a Ivo Cutelarias, a Transwhite, a Santos, Monteiro & Companhia e a Faianças Artísticas Bordallo Pinheiro também subiram as vendas internacionais. Já a Consercaldas, a Molde e a Valis tiveram ligeiras quebras.

O concelho caldense tem 14 empresas nesta lista e 12 delas repetem a presença do ano passado. Apenas duas são novidade: a Frigosto, cujas exportações superaram 1 milhão de euros, e a Frutas Classe, com exportações no valor de 870 mil euros.
Em conjunto, as empresas caldenses facturaram em negócios além fronteiras 129,9 milhões de euros em 2017, mais 18% que no ano anterior.
Peniche vê colocado nesta lista o mesmo número de empresas que as Caldas (14) e até tem a empresa que mais exporta nos seis concelhos do Oeste. A conserveira European Seafood Investments Portugal, SA é a terceira maior exportadora do distrito, com um volume de negócios com o estrangeiro de 90,3 milhões de euros, que representam 99% de toda a produção.
No entanto, o concelho de Peniche fica abaixo das Caldas em volume de exportações no conjunto das empresas representadas neste ranking, com cerca de 116 milhões de euros.
Em Óbidos, a Tekever asds, Lda, (que agora se transferiu para as Caldas da Rainha), foi a empresa que mais exportou, 8,34 milhões de euros. Mais de 80% dos negócios desta companhia foram para o estrangeiro. O concelho obidense tem quatro entradas neste ranking. A Granfer e a Barros & Moreira mantêm-se entre as mais exportadoras, enquanto a tecnológica Performarkt é uma entrada nova. As empresas do concelho de Óbidos venderam para o estrangeiro mais de 18 milhões de euros em valor.
O Bombarral tem três empresas nesta lista, com um valor próximo dos 7 milhões de euros. A Primofruta lidera as vendas para o estrangeiro no concelho.
Todos os concelhos do Oeste cujo território se integra no distrito de Leiria estão representados nesta lista de 500 empresas. Alcobaça é a que tem mais firmas presentes, com um total de 52. A Nazaré está representada por sete empresas.

EXPORTAÇÕES DISPARAM EM 2018

Na revista Campeões das Exportações são apresentados os primeiros dados das importações e das exportações de 2018, entre os meses de Janeiro e Agosto, e o dado mais significativo é que as exportações das empresas caldenses dispararam. Nos primeiros oito meses de 2018 as vendas para o estrangeiro aumentaram de 66,8 milhões de euros para 92,3 milhões, mais 38,17% do que em igual período de 2017, segundo dados do INE. Em termos percentuais, o concelho caldense é mesmo o que apresenta um crescimento mais acentuado no distrito.
A mesma entidade aponta uma redução das importações, de 86,4 milhões de euros para 85,9 milhões. Estes dados apontam para uma balança comercial positiva de 7,43%, depois de em 2017 esta se ter apresentado negativa em cerca de 8%, ainda segundo dados do INE.
No sentido oposto surge o concelho de Óbidos, com um agravamento da balança comercial no negativo. As exportações tiveram um crescimento residual, atingindo os 6,6 milhões de euros, ao passo que as importações aumentaram quase 22% (de 18,9 para 24,2 milhões de euros). O saldo da balança comercial nos primeiros oito meses do ano foi negativa em 72,3%.
Nos restantes concelhos do Oeste, destaque ainda para uma redução das exportações em Peniche, que caíram quase 13 milhões de euros, para 72,6 milhões de euros. Também na Nazaré as vendas para o estrangeiro tiveram uma quebra acentuada, 6,6 milhões de euros, para um total de 9,3 milhões. Já no Bombarral o comércio internacional subiu 3 milhões de euros, ultrapassando os 20 milhões.

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