Paté de percebe e amora silvestre criado em Peniche

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Pretende pretende contribuir para a valorização do percebe como produto da Reserva Natural da Berlenga

Produto inovador pretende valorizar exemplares rejeitados para criar um produto saudável e diferenciado

A unidade de investigação do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, em Peniche, do Politécnico de Leiria, criou um paté de percebe com amora silvestre, um produto inovador rico em antioxidantes naturais. Denominado PAS – Paté de Percebe com Amora Silvestre, este projeto pretende contribuir para a promoção e valorização gastronómica do percebe, um produto capturado na Reserva Natural das Berlengas, tanto pelas características sensoriais, como pela nutritivas.
O novo produto insere-se no conceito de economia circular, procurando aproveitar os exemplares que não estão em conformidade legal ao nível do tamanho, nem de acordo com os padrões de consumo na restauração. Estes acabam, por norma, por ser rejeitados e lançados ao mar pelos mariscadores. Rui Ganhão, docente da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) e um dos investigadores do projeto PAS, refere que o projeto pretende “criar uma cadeia de valor que justifique o não desperdício do recurso através da implementação de novos processos ou a criação de novos produtos”, ao mesmo tempo que valoriza a totalidade do volume capturado pelos pescadores certificados que chega à Lota de Peniche.
O principal objetivo do projeto foi elaborar uma proposta inovadora na gama dos patés e cremes de barrar, com uma formulação de paté adicionado com frutos vermelhos, nomeadamente amora silvestre, ricos em antioxidantes naturais. Desta forma, propõe-se ao consumidor um alimento com carácter funcional, que contribui para o bem-estar e melhora a sua saúde. Além disso, o projeto pretende gerar condições para o surgimento de novas empresas direcionadas aos recursos da pesca na região Oeste.
O resultado é um produto apelativo “pela cor, aroma e textura”, realça Rui Ganhão, mas também inovador, de fácil acesso e com um período de vida útil extenso comparativamente a produtos similares que já estão em comercialização.
Iniciado em março de 2019, o projeto encontra-se na última fase de divulgação de resultados junto da comunidade científica e em diferentes players da fileira alimentar, para que possa chegar ao mercado. A equipa de investigação é composta pelos professores investigadores Rui Ganhão, Joaquina Pinheiro, Raul Bernardino e Sérgio Leandro, e pelo bolseiro de investigação Hugo Sá. ■