Quatro empresas caldenses entre as 20 maiores do distrito de Leiria

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A Auto Júlio, a Schaeffler (ex-Rol), a José Coutinho e a Thomaz dos Santos são as quatro maiores empresas das Caldas da Rainha segundo o volume de negócios de 2011 e estão no top 20 das que mais facturaram no distrito de Leiria no ano passado. As quatro ocupam, respectivamente, o 10º, 12º, 15º e 20º lugares de uma lista que inclui as 100 maiores empresas, publicada na semana passada pelo nosso colega Região de Leiria.

Contudo, tendo em conta outros indicadores económicos para encontrar quais as melhores (e não as maiores) empresas do distrito, já só aparecem duas caldenses nas 20 primeiras: a Schaeffler em 13º lugar e a Thomaz do Santos com um honroso 2º lugar. Esta empresa é, aliás, a que mais se distingue, batendo os primeiros lugares no critérios de solvabilidade, liquidez geral, autonomia financeira e dívida líquida sobre EBIDTA.
Em 2011 a Auto Júlio facturou 51,6 milhões de euros (menos 4 milhões do que no ano anterior) e teve lucros no valor de 215 mil euros. Esta é a empresa caldense com maior volume de facturação e figura em 10º lugar entre as cem maiores empresas do distrito de Leiria mais o concelho de Ourém.
Segue-se a Schaeffler com um volume de vendas de 44,6 milhões de euros. Apesar da crise, esta empresa vendeu mais 7,1 milhões de euros em 2011 do que em 2010, o que se explica por ser uma empresa essencialmente exportadora. Aliás, segundo este critério, ao exportar 99% da sua produção, a antiga Rol é a segunda maior do distrito com maior percentagem de vendas para o estrangeiro. Outra diferença em relação à Auto Júlio, é que a Schaeffler pertence ao sector industrial, enquanto que esta está no sector dos serviços e comercial.
Em terceiro lugar nas Caldas e em 15º no distrito, está a Sociedade de Construções José Coutinho. Apesar das conhecidas dificuldades em que esta empresa enfrenta – encontrando-se actualmente ao abrigo de um Processo Especial de Revitalização para evitar a insolvência – em 2011 facturou 40,7 milhões (o que não significa que lhos tenham pago). Em 2010 a construtora tivera um volume de negócios de 46,1 milhões.
A Thomaz do Santos, também muito exposta ao sector da construção e obras públicas, desceu igualmente as suas vendas. De 39,4 milhões em 2010, facturou 33,9 milhões em 2011 (menos 5,5 milhões).
Em relação aos lucros a Auto-Júlio registou 214,6 mil euros e a antiga Rol 47,3 mil euros. Neste caso o valor relativamente baixo em relação às outras empresas é explicado por se tratar de uma unidade de produção que transaciona através da casa mãe, que determina os preços, como é habitual nas empresas multinacionais.
Segue-se a Thomaz dos Santos com 568 mil euros de lucros (no ano anterior tinham tido três vezes mais) e aJosé Coutinho que apresentava no seu balanço, em Dezembro passado, lucros de 55,8 mil euros.
E é tudo. Do concelho das Caldas da Rainha não há nem mais uma empresa na lista das cem maiores do distrito de Leiria mais Ourém. Neste ranking, fornecido ao Região de Leiria pela consultora Baker Tilly, encontram-se apenas mais oito empresas do sul do distrito dos concelhos de Alcobaça (três), Peniche (três) e Óbidos (duas).
Curiosamente, destas oito, houve três que registaram prejuízos em 2011 – a Crigado (-2,3 milhões de euros), a Hortapronta (-478 mil euros) e a Plastimar, que perdeu 65 mil euros.
THOMAZ DOS SANTOS É A MELHOR
Já no que diz respeito às melhores empresas da região, é apresentado um ranking que as lista de acordo com um indicador de performance geral, que resulta por sua vez de um conjunto de 19 indicadores contabilísticos.
E neste caso a Thomaz dos Santos é a segunda melhor do distrito de Leiria, seguida no sul do distrito pela Schaeffler, que ocupa a 13ª posição, Granfer (28º), Nigel (61º), Auto Júlio (82º) e José Coutinho (89º). A Superóbidos, Hortapronta e Plastimar ocupam, respectivamente, os 92º, 96º e 98º lugares.
Mas se há empresas com uma situação financeira invejável é a Thomaz dos Santos, que tem o primeiro lugar nos indicadores de solvabilidade, liquidez geral, autonomia financeira e dívida líquida sobre EBIDTA. Isto significa que esta empresa caldense, criada em 1922, tem recursos próprios e depende muito pouco da banca e dos fornecedores.
O Região de Leiria, citando Tomás Baptista, administrador desta empresa, diz que a sua gestão passa por “evitar incobráveis, dar prioridade à manutenção dos melhores clientes e ser muito criterioso na selecção dos parceiros de negócio”.

Carlos Cipriano

cc@gazetadascaldas.pt

1 COMENTÁRIO

  1. Se isto é uma lista de empresas do distrito de Leiria porque razão está a fazer aqui empresas de Ourém? Ourém é distrito de Santarém.