Região mantém desemprego abaixo da média nacional

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Inscritos no centro de emprego aumentaram, mas de forma pouco significativa

Portugal atingiu em maio deste ano um mínimo histórico na taxa de desemprego (6,4%) e um máximo de população empregada (4,93 milhões de pessoas). Na região, os inscritos no centro de emprego até aumentaram em comparação com o primeiro semestre do ano passado, mas também há indícios que a população empregada está a atingir novos máximos este ano.
Segundo o Instituto de Emprego e Formação Profissional, o Centro de Emprego Oeste Norte terminou o primeiro semestre deste ano com 4475 pessoas inscritas à procura de emprego. Trata-se de um aumento de 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado, o que parece substantivo, mas que se traduz em mais 283 pessoas.
Aplicando os dados do INE para a população ativa na mesma região, trata-se de uma taxa de desemprego na ordem dos 5,4%, um ponto percentual abaixo da taxa de desemprego verificada em Portugal, e que compara com os 5,1% de há um ano atrás. O mínimo de desempregados inscritos no centro de emprego da região remonta a setembro de 2019 (3398).
O aumento homólogo em relação ao primeiro trimestre do ano passado é transversal à maioria dos concelhos abrangidos pelo Centro de Emprego Oeste Norte, à exceção de Óbidos (-2,8%) e Peniche (-1,8%).
O comportamento do número de desempregados é similar aos padrões habituas. Regista-se uma subida no início do ano, que se esbate até meio do ano. Comparativamente com o mês de maio, registou-se uma descida do número de desempregados na região na ordem dos 2,7%.
Se o número de desempregados na região se mantem estável, há que registar que a população empregada mantém o sentido ascendente. Neste parâmetro, o território a que se referem os dados é o Centro (NUT II), que abrange, além do Oeste, regiões como Leiria, Coimbra e Aveiro, e apresenta um total de 923,5 mil pessoas empregadas no primeiro trimestre deste ano. O número é o mais elevado de sempre na região para o primeiro trimestre e representa um aumento de 3,9% em relação ao mesmo período do ano passado. ■