Restaurante Ti’ Ascenção mudou de localização

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João Cardoso, 37 anos, natural de Cortém, já trabalhou na Holanda e em Angola, tendo aberto o 1.º Ti’ Ascenção há 7 anos

Da Fanadia para a Rua D. João II, n.º 41 (em frente à Escola Secundária Raul Proença)

O restaurante Ti’ Ascenção (o quarto desse nome) reabriu, a 24 de junho, no local onde já funcionava, desde fevereiro, a petiscaria, fechando as portas do restaurante na Fanadia a 20 de junho.
O conceito e o staff mantêm-se, só o espaço é menor, tendo o novo restaurante a capacidade de 32 lugares sentados, face a 50 no antigo. “Na Fanadia [onde ficou dois anos] tinha algumas dificuldades, por exemplo, em arranjar staff nesta área para trabalhar a longo prazo”, afirmou o chef João Cardoso, proprietário do restaurante. A concentração dos funcionários do antigo estabelecimento e da petiscaria (quatro, no total, a contar consigo) num só espaço permite-lhe manter um “padrão de qualidade”, pelo qual prima, e o qual estava a ter dificuldade em assegurar na Fanadia devido à escassez de pessoal durante os dias mais movimentados.
No entanto, o chef de 37 anos, natural de Cortém, Vidais, e que abriu o primeiro Ti’ Ascenção (nome pelo qual a avó, cozinheira, era conhecida na aldeia) há sete anos, no bairro da Graça, Lisboa, e, posteriormente, na Rua Morais Soares, admita a possibilidade de contratar mais pessoal, face à afluência que tem registado.
O restaurante serve almoços e jantares, diferindo a ementa dos primeiros, à base de pratos mais “simples” e “rápidos” e de petiscos, mas também com pratos típicos do restaurante da Fanadia (nos dias de semana), daquela do fim de semana e dos jantares, que é à carta.
Uma das bandeiras do Ti’ Ascenção é a alteração do menu em função das estações do ano, para que os produtos, autóctones, nomeadamente os vegetais, sejam da época. “Trabalho com produtos locais e sazonais, portanto, mudo muito o meu menu em torno daquilo que consigo arranjar na Praça da Fruta”, explicou João Cardoso, chef há 14 anos e que trabalhou na Holanda e em Angola.
O conceito é o de uma cozinha de autor, inspirada na cozinha portuguesa, mas mais “delicada” e menos “de tacho”, e ainda na cozinha internacional. As pataniscas de polvo com arroz do mesmo é um dos pratos mais requisitados, mas o ceviche de carapau (entrada) também não lhe fica atrás, nem as bochechas em vinho tinto com puré de batata e pickles da época, que, no outono-inverno, são substituídos pelas castanhas. Também há serviço de vinhos locais.
Por agora, o restaurante está aberto todos os dias, das 12h00 às 15h00 e das 19h00 às 22h30, exceto à sexta e sábado, em que a hora de encerramento noturno se estende por mais trinta minutos. ■