Ribeiro & Marques Lda. vende tintas há 30 anos e já tem cinco lojas em dois distritos

0
1508
Gazeta das Caldas
Fátima e Rogério Marques são os proprietários da empresa. Marco Marques (à esquerda), entrou há 20 anos na firma e prepara-se para assumir a sua gestão

A Ribeiro & Marques, Lda. é uma empresa caldense em expansão no ramo das tintas. Desde 2014 abriu lojas em Leiria e Santarém e um segundo espaço nas Caldas. Este ano, a comemorar os 30 anos da sua fundação, chega à Marinha Grande e tem planos para se instalar também em Alpiarça. A empresa, que foi fundada por duas cunhadas em 1988 e é agora gerida por Rogério e Fátima Marques, marido e mulher, tem crescido a um ritmo médio superior a 10% ao ano e estima atingir no actual exercício três milhões de euros em volume de vendas.

Fátima Marques fundou a empresa em 1988 em sociedade com a cunhada Fátima Ribeiro, mas era a primeira que estava presente na loja situada na Rua 15 de Agosto, onde mantém um ponto de venda, explica o marido e hoje também sócio, Rogério Marques.
Trinta anos depois a empresa tornou-se “a maior neste ramo das tintas no distrito de Leiria”, afirma Rogério Marques, encontrando-se nos últimos quatro anos em plena expansão territorial.
Até 2014 a Ribeiro & Marques tinha apenas uma loja nas Caldas e outra em Alcobaça. Agora possui também pontos de venda em Santarém, Leiria e uma segunda loja nas Caldas, esta última na Rua Sargento Norte Pedro, no Lavradio (que passou a ser a sede da empresa).
Este ano serão abertos mais dois pontos de venda. Um deles é na Marinha Grande, onde a firma já tem um espaço alugado, e o outro será em Alpiarça, reforçando assim a presença no distrito de Santarém.
Rogério Marques refere que a expansão é motivada sobretudo pelas marcas que a empresa representa. “São-nos traçados objectivos que nos podem trazer dividendos e para crescer mais temos que aumentar a nossa capacidade na rua ou abrir novas lojas noutros locais porque há muita concorrência”, observa.
Esta expansão resulta, assim, do aumento de vendas da empresa, que nos últimos anos tem tido crescimentos médios acima dos 10% no volume de negócios. O objectivo para este ano é atingir os três milhões de euros em vendas, “mesmo sem contar com as novas lojas”, sublinha.
A empresa dá actualmente trabalho a 15 pessoas, número que pode aumentar quando abrir a loja em Alpiarça.

UMA EMPRESA FAMILIAR

Quando a empresa foi fundada Rogério e Fátima Marques tinham pouca experiência no mercado das tintas. Rogério Marques era bancário no antigo Banco Pinto & Sotto Mayor (mais tarde BCP). Fátima Marques tinha trabalhado antes numa loja de artigos para pintura, mas na altura era funcionária da Maconde. Foi um cunhado, que trabalhava no ramo das tintas, que desafiou o casal para fundar a empresa.
Ficaram as duas cunhadas como sócias. Fátima Marques ficou então responsável na loja, onde fazia de tudo, e contrataram depois um comercial que trabalhava as áreas da construção civil e o ramo automóvel. Rogério Marques também dava o seu contributo através de prospecção de mercado e visita às obras, após o final do dia de trabalho no banco.
O negócio cresceu e em 1997 Rogério e Fátima Marques adquiriram a quota dos cunhados, ficando com a totalidade da empresa. No ano seguinte abriram a segunda loja, em Alcobaça, para onde foi trabalhar Marco Marques, um dos filhos do casal.
Em 2003 Rogério Marques deixou o trabalho no banco e integrou os quadros da empresa. “Foi a partir daí que a expansão maior se iniciou”, refere Rogério Marques.
Além da venda directa ao público, hoje um dos fortes da empresa é a revenda, e uma das vantagens é ser agente directo das três principais marcas presentes no mercado nacional: Dyrup, Robbialac e Cin.
Rogério Marques refere que actualmente o mercado das tintas é fortemente concorrencial. “Não podemos estar à espera, temos que ir à procura dos clientes porque toda a gente vende tintas, até as lojas de materiais de construção”. A diferença é que, nesses espaços as tintas são um complemento da actividade principal, pelo que o grande trunfo da Ribeiro & Marques é a especialização.
Se nos interiores é mais fácil escolher a tinta certa (e nalguns acasos os materiais até já vêm pintados de fábrica, como as madeiras), nos exteriores o caso muda de figura e é preciso saber o que se está a aplicar nas paredes, até porque o clima da região não perdoa.
“É preciso saber qual é a tinta que se enquadra com o que o cliente quer e com as características do clima porque a nossa zona é muito húmida e exige tintas boas”, adverte Rogério. O conhecimento dos funcionários e o trabalho em sintonia com os técnicos das marcas, que a empresa consegue fazer deslocar à obra, são factores de diferenciação.

APOSTA NA PINTURA AUTOMÓVEL

No entanto, o mercado da construção civil é volátil, porque depende muito das condições climatéricas. Para contornar estes picos de procura, a empresa tem realizado uma aposta sustentada nas tintas para o ramo automóvel.
Se em 1988, no início, as vendas eram sobretudo ao balcão, hoje a empresa evoluiu de forma considerável também nesta vertente.
“Começámos a desenvolver este ramo, primeiro com comerciais na rua, depois começámos a instalar maquinaria nas oficinas dos nossos clientes”, conta Rogério Marques.
Hoje este ramo representa cerca de um terço das vendas da empresa, o que dá uma estabilidade importante à facturação.
A pintura automóvel não depende do clima porque a secagem é feita em estufa, e quando chove os acidentes até contribuem para o aumento do volume de trabalho das oficinas. “O ramo automóvel permite-nos uniformizar o negócio, não deixa que hajam tantos picos como se trabalhássemos apenas a construção civil”, observa o empresário.
Além disso, no ramo automóvel as não tintas (as lixas e todos os acessórios associados) representam quase tanto nas vendas como as tintas.
Marco Marques, filho do casal, é actualmente o responsável por este sector da empresa e prepara-se também para assumir a gestão da Ribeiro & Marques, adianta Rogério Marques. “Estamos perto da idade da reforma e começamos a passar para o nosso filho algumas tomadas de decisão, até porque ele tem jeito para isto e faz pela vida”, refere o empresário, acrescentando que “é muito importante as empresas familiares terem sucessão”.