Sentidos Dinâmicos discutiu saúde mental

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A equipa do Grupo SD com os palestrantes no encontro que decorreu no auditório da Casa da Música, em Óbidos

Empresa caldense voltou a juntar clientes e parceiros após quatro anos de interregno

O grupo caldense Sentidos Dinâmicos voltou a realizar o Encontro SD e juntou cerca de 120 pessoas de todo o país para discutir a saúde mental, num evento que se realizou em Óbidos.
Esta foi uma edição especial destes encontros que juntam os clientes e parceiros da empresa que tem cobertura nacional. Especial porque foi a primeira vez que o evento decorreu fora do concelho das Caldas da Rainha, para ter lugar em Óbidos, no auditório da Casa da Música, mas também porque foi o regresso do Encontro Nacional SD após quatro anos de interregno.
“Há cerca de quatro anos e meio que nós não fazíamos [o Encontro], após a pandemia só fizemos um online, por isso este foi um desafio, porque foi quase como começar do princípio”, disse Joaquim Sobreiro Duarte, fundador e administrador do Grupo SD, à Gazeta das Caldas.
Para este regresso, o tema escolhido foi a saúde mental, “um tema que hoje está muito presente, e que a pandemia também ajudou a trazer muito mais à discussão, pelo que convidámos um conjunto de pessoas de diversas áreas para poderem falar com as pessoas sobre isto”, comentou.
Fazer o evento em Óbidos foi outro dos desafios neste regresso, “Foi sairmos um bocadinho das Caldas e, curiosamente, já anunciámos que a próxima edição será no dia 22 de maio do próximo ano e já nos foi oferecido um local para a realização. Não vou dizer onde é, mas não é nas Caldas nem em Óbidos”, adiantou.
O evento é uma oportunidade também para juntar clientes e parceiros que a empresa tem espalhados por todo o país. “Tivemos cerca de 120 pessoas e se calhar 40% delas nunca tinham vindo. Isto numa quinta-feira, com pessoas da Guarda, Leiria, Coimbra, Mealhada, Lisboa, que obriga as pessoas a deixarem o seu trabalho, mas isso indica que continuamos a ser atrativos”, refere Joaquim Sobreiro Duarte.
Na mesa redonda sobre a saúde mental, que contou com a coach e representante da Academia Portuguesa da Superação e do Desenvolvimento Humano Josselène Teodoro, a psiquiatra Paula Carvalho e a técnica superior da Autoridade para as Condições de Trabalho Ana Clara Barreiras, sublinhou-se que é dever de todos, patrões, funcionários e colegas de trabalho, zelarem pela saúde mental uns dos outros.
“Para atingirmos os objetivos da empresa, temos que estar bem”, realçou Josselène Teodoro.
Ana Clara Barreiras sublinhou a importância da consulta da saúde mental no âmbito da segurança e saúde no trabalho, que é muitas vezes descurada. “Evitamos fazer perguntas no âmbito dos problemas psicossociais, mas, assim, se os sintomas estão lá, não vão ser tratados”, disse.
A psiquiatra Paula Carvalho disse que cada vez mais as pessoas adoecem devido a questões do trabalho e que muitas das vezes isso se deve a uma exigência crescente. “Muitas vezes as coisas são feitas de modo a potenciar as capacidades das pessoas, mas não são feitas no interesse das pessoas”, disse, acrescentando que a concorrência interna é boa, mas por vezes não o é”.
Portugal é, atualmente, o segundo país com a mais elevada prevalência de doenças psiquiátricas da Europa. ■