Olimpíadas da Matemática com 90 alunos na final nas Caldas

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O beneditense José Ferreira a receber a medalha de ouro na sua categoria

O Agrupamento Raul Proença foi o anfitrião da iniciativa, que decorreu entre 7 e 10 de abril

José Ferreira, do 9º ano do Externato Cooperativo da Benedita, ganhou a medalha de ouro na respetiva categoria na final das Olimpíadas da Matemática, que decorreu nas Caldas, enquanto Maria Teresa Gaspar, aluna do 12º ano da Escola Secundária D. Inês de Castro (Alcobaça) alcançou a medalha de bronze na categoria do secundário. Esta categoria viria a distinguir três jovens com a medalha de ouro, um deles, pelo sétimo ano consecutivo. Tiago Marques, aluno finalista do Colégio Internato Claret (Pedroso) sagrou-se o primeiro aluno a conseguir uma medalha de ouro em todos os anos de participação possíveis na competição (entre o 6º e o 12º ano).
A cerimónia de encerramento das Olimpíadas Portuguesas de Matemática decorreu, no passado domingo, no CCC, com 90 finalistas, 30 de cada categoria, oriundos de todo o país. Das Caldas havia apenas uma participante, Maria Lalanda, a frequentar o 7º ano da Escola Raul Proença. Na final, os alunos participaram nas provas, visitaram Óbidos, fizeram um peddy paper pela Rota Bordaliana e ficaram alojados em unidades hoteleiras da cidade.
O agrupamento de Escolas Raul Proença foi convidado pela Sociedade Portuguesa de Matemática para realizar a final das Olimpíadas há três anos, mas, devido à pandemia, só agora foi possível concretizar. João Silva, diretor do agrupamento, considera que a Matemática “deve ser desmitificada” e realça o convite, que considera ser uma “nota de valor e credibilização para a cidade, que valoriza a educação, enquanto que para o agrupamento é um “reconhecimento da capacidade de organização destes eventos”.
Na cerimónia, Helder Pais, da Direção-Geral de Educação, referiu que, para a tutela, é importante que a “escola não seja um espaço fechado e que o ensino, a aprendizagem, a avaliação, não ocorram exclusivamente dentro das quatro paredes, mas que se concretizem em diferentes espaços, momentos e formas. É isso que faz um currículo inclusivo”.
A vereadora Conceição Henriques realçou o mérito dos concorrentes e vê com esperança a relação das novas gerações com a Matemática. Oriunda da área das Humanidades, e durante vários anos professora de Português, partilhou que “sempre se apercebeu que os alunos que dominavam bem a Matemática também eram bons nas outras matérias”, concluindo que “saber matemática é uma rede para todo o pensamento”.
Os vencedores do 8º e 9º anos e secundário poderão ainda vir a integrar as delegações que representarão Portugal nas competições internacionais, depois de frequentarem estágios no projeto Delfos.