Capital Psicológico – Aumente a sua inteligência… emocional!

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A sua Inteligência Emocional (IE) é definida como a capacidade de reconhecer, compreender e usar as suas emoções para reduzir o stress, criar empatia com os outros, construir relações e reduzir a probabilidade de conflitos.
Reconhecer as suas emoções implica refletir sobre como se vê – e conhece – a si próprio. Refletir sobre a forma como vê, reconhece, interpreta e lida com as suas próprias emoções. Não é um exercício fácil. Pensarmos racionalmente sobre o que nos afeta emocionalmente é, de facto, um exercício complexo e exigente. Apresentamos 10 dicas que lhe poderão ser úteis neste exercício:

Observe-se. Tire uns dias, umas horas ou – pelo menos – uns minutos por dia e trace um mapa emocional de si próprio. Ligue-se apenas a si próprio e observe o que sente. Vai entender padrões que o ajudarão a gerir mais eficazmente as suas emoções.
Identifique as suas emoções. Escute o seu corpo. Somos racionais mas as nossas emoções conseguem ultrapassar a razão manifestando-se sem que tenhamos qualquer controlo sobre elas. Um nó no estômago, uma lágrima, podem significar alegria ou tristeza. Esteja atento ao seu corpo e aprenda com ele sobre a manifestação das emoções.
Avalie-se, não se julgue. Não pense que poderia ser melhor do que aquilo que é. Não se esqueça que vai crescer – enquanto ser humano – durante toda a sua vida. Troque o julgamento que faz de si próprio por uma avaliação que lhe permita definir um objetivo e traçar um caminho que o conduzirá na direção desse objetivo. A única inevitabilidade da vida é a morte, tudo o resto depende das suas escolhas e do quanto de si emprega naquilo que faz.
Responda, não reaja. Evite reagir a quente correndo o risco de explodir. Na eminência de isso acontecer, conte mentalmente até 10. Já se conhece, já sabe que em determinadas situações vai explodir e que o mais provável é vir a arrepender-se. Antecipe o curto-circuito e evite a explosão. Planeie, ponha a sua estratégia em prática e transforme reações desvantajosas em respostas produtivas.
Seja positivo. Há com certeza coisas menos boas, más ou até com uma certa gravidade a acontecer na sua vida profissional ou pessoal. É tudo mau? Não há nada de bom na sua vida? Pense nas coisas boas, pense no bem que elas lhe fazem e lembre-se que você faz parte delas.
Dê algumas opções a si próprio. Muita da ansiedade, receios e medos advêm do desconhecido. Evite gastar demasiada energia a pensar naquele problema que o preocupa, em todas as suas implicações negativas e em todas as possíveis soluções. Quando o problema for ultrapassado, vai chegar à conclusão que gastou demasiado tempo a pensar nele.
Seja empático. Tente entender e partilhar com o outro as suas emoções e sentimentos. Tente sair do seu quadro de referência (racional emocional) e tente ver as coisas na perspetiva do outro. Pode ser difícil mas verá que isso o ajudará a lidar com as suas próprias emoções.
Seja tolerante. Alguém emocionalmente inteligente sabe que cada um de nós é o herói da sua própria história. Tente ir mais longe e reconheça que cada um age de acordo com a forma que considera a mais correta em cada situação. Aceite isso e vai ver como lhe vai ser mais fácil discutir qualquer situação ou problema.
Seja emocionalmente honesto. Este é o último e talvez o mais exigente dos desafios. Ao ser emocionalmente honesto com outras pessoas vai correr o risco de se expor demais. Na verdade, é nesta vulnerabilidade que o verdadeiro crescimento (individual e coletivo) acontece. Se não for emocionalmente honesto vai haver sempre um impedimento que impossibilitará uma comunicação verdadeira e transparente. Tente, vai ver que o velho ditado quem não deve não teme, funcionará em seu proveito.

Mara Castro Correia
maracastrocorreia@gmail.com