ETEO – O futuro é vegan, veganismo para a sustentabilidade

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No passado dia 16 de março, decorreu no auditório da Escola Técnica e Empresarial do Oeste a apresentação de uma palestra designada “O Futuro é Vegan, Veganismo para a Sustentabilidade.”, elaborada e apresentada por Laura Mendes, aluna finalista do Curso Técnico de Comunicação, Marketing, Relações Públicas e Publicidade.
A apresentação da palestra, segundo informações baseadas no documentário ambientalista Cowspiracy, entre outras fontes, colocou a Indústria Animal e o inerente setor agrícola produtor das rações como os principais responsáveis a nível mundial pelo Aquecimento Global, desflorestação e desertificação de terra, extinção de espécies, poluição das águas, destruição de habitats, criação de zonas mortas nos oceanos e a extrema desigualdade social.
Durante a apresentação foram abordados outros temas, para além da insustentabilidade da produção animal, relacionados com a saúde e com uma vertente mais humanista, apelando ao respeito pelos recursos que a Natureza nos fornece gratuitamente e por todos os seres com os quais partilhamos o planeta.
Segundo Laura Mendes, a Indústria Animal é responsável por 51% das emissões globais de gases de efeito de estufa, a criação de 500 zonas mortas nos oceanos, 91% da destruição da floresta Amazónica, utilizadora de 50% dos grãos e leguminosas produzidos mundialmente e de 45% do território mundial sem gelo. O impacto ambiental desta indústria toma, hoje, proporções insustentáveis, cuja poluição consegue chegar a todos os ecossistemas e está a guiar a raça humana à extinção.
Quantidades colossais de água e terra são gastos para sustentar as preferências alimentares da maioria da população mundial: carne, leite e ovos. Em igual destaque está a insustentabilidade da pesca que retira dos oceanos entre 90 a 100 milhões de peixes e 2.7 triliões de outros animais a cada ano, sendo grande parte desta quantidade é totalmente desperdiçados. Para pescar 2Kg de pescado, 5 kg de outras espécies sem valor comercial morrem e são lançadas de novo ao mar como “captura desnecessária”.
Atualmente o ser humano gasta água e produz comida para sustentar duas populações em simultâneo. A população do gado produzido em massa conta com 70 biliões de animais criados todos os anos, ao nível mundial, e consome 170 biliões de litros de água e 60 biliões de quilos de comida. A população humana de 7,2 biliões gasta mais 20 biliões de litros de água e 9,5 biliões de quilos de comida todos os dias.
Quem é vegan, apenas necessita de 674 m2 de terra por dia, – para um consumidor de carne este valor multiplica-se 18 vezes – e gasta, em comparação com um consumidor de carne, menos 50% do dióxido de carbono, quase 0% de metano e óxido nitroso, apenas 9% do combustível, 7,7% da água, 5,6% da terra e a vida de um animal a cada dia.
«Se acreditamos que a fome e a sede no mundo estarão sempre presentes, o veganismo vem mostrar que isto é apenas um mito, este é uma oportunidade para podermos atingir uma maior sustentabilidade e equilíbrio ambiental e social, bem como, a plenitude alimentar, mais vitalidade, mais saúde e uma verdadeira ascensão evolutiva enquanto espécie.», afirma Laura Mendes.

Escola Técnica Empresarial do Oeste