PS/CALDAS – Câmara não encontra serralheiro para reparar a ponte

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O vereador Rui Correia, escutados os esclarecimentos por parte da divisão de execução de Obras em relação ao estado da ponte pedonal que atravessa a via férrea, manifestou a sua surpresa por três informações que foram prestadas e que revelam o grau de desconhecimento e de inconsequência que têm sido dedicados a esta questão do mau estado da ponte pedonal. Fomos informados que a última recuperação da dita passagem aérea foi executada há 8 anos. Verificou-se, logo após um ano passado, que as obras realizadas não tinham conseguido conter o avanço da ferrugem, mercê do facto de essa recuperação não ter sido substancial mas sim apenas com reparações localizadas que não atingiram o cerne causal da formação da oxidação. Houve, aquando dessa recuperação, tratamentos químicos e pinturas que não impediram o progresso da corrosão. Desde então foram realizadas reuniões internas e com a REFER de forma a estudar um processo de contrariar o avanço da degradação de materiais. A última dessas reuniões ocorreu nos finais de 2014. Primeiro dado a concluir é que destas reuniões e destas iniciativas que foram invocadas, nada resultou.
Cumpre concluir que, de reunião em reunião até não se fazer nada, foi tudo quanto se fez de há sete anos a esta parte.
Em segundo lugar, é dada a informação de que a corrosão atinge apenas os suportes das guardas da travessia. Como foi apresentada documentação fotográfica que contraria esta informação, sendo de destacar o facto de haver suportes de degraus que estão completamente corroídos em vários pontos, duas conclusões se retira desta informação errónea: os serviços não sabem ainda, depois de todo o processo de informação prestada pelos vereadores e pelos jornais, do grau e especificidade do dano de que falamos. De resto, a ideia pela qual se não compreende que a quebra de suportes e consequente queda de guardas sobre uma estrutura corroída pode conduzir a um efeito de castelo de cartas que conduz ao colapso de toda a estrutura, (informação que nos foi prestada por um munícipe com habilitação académica e experiência técnica para o afirmar), leva-nos a supor que existe uma subestimação do potencial de risco de colapso que a ponte apresenta neste momento.
Finalmente, atinge os limites do caricato ouvir da DEO que, não obstante os numerosos contactos efectuados, não foi possível até hoje encontrar um serralheiro que fizesse o arranjo da ponte. Este argumento dispensa demais apreciações e é revelador de um desnorteamento que não pode ser aceite nem pelo executivo camarário, pela população e ainda menos pelos vereadores do Partido Socialista. Cumpre acrescentar que foram pedidos documentos que atestassem da realização destes contactos camarários com serralheiros e empresas que não aceitaram fazer o trabalho, de forma a perceber as razões das recusas, mas fomos informados de que nenhum documento existe que revele a natureza desses contactos e dessas recusas.
Cumpre considerar que, a terem existido tantas recusas, elas só podem dever-se a um caderno de encargos que lhes tenha sido proposto e que não garante às empresas de serralharia a ulterior estabilidade material da ponte, após a realização dessas pequenas reparações que agora, finalmente, a Câmara diz pretender executar.

PS das Caldas da Rainha