O “adeus” ao Presidente da Câmara Fernando Costa

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A Comissão Cívica de Proteção das Linhas de Água e Ambiente de Caldas da Rainha, considera oportuno este momento para fazer a despedida pública ao ainda Presidente da Câmara, Fernando Costa.
Foram vários anos de “luta” entre esta comissão e o presidente, que apenas serviram para comprovar a sua falta de sensibilidade, competência e actuação a nível de ambiente.
Se algumas melhorias foram feitas, não foi pela iniciativa, preocupação e competência de Fernando Costa, mas sim pela constante e persistente actuação desta comissão, dos caldenses e da oposição, muitas vezes com a presença da comunicação social, como é do conhecimento público.
Seria bom recordar que desde sempre os rios e as linhas de água, até hoje, foram as transportadoras de todo o saneamento de Caldas da Rainha para a Lagoa de Óbidos, sendo, contudo, cobrado aos munícipes, indevidamente, a partir de certa altura, uma taxa de saneamento por um serviço que não é prestado, uma vez que o tratamento não era feito pela ETAR, mas sim de forma natural…


A Vala dos Texugos que passa pelo Paul de Tornada ainda hoje se encontra poluída e a estagnar.
A ETAR existia mas não funcionava, no ano de 2000, por se encontrar avariada. Uma vez em funcionamento, apenas fazia o tratamento primário. Decorridos alguns anos a ETAR passou a fazer o tratamento secundário em cerca de 50% do saneamento, que é o que ainda hoje faz, para que se pudesse posteriormente enviar o mesmo através do enxutor para o mar. (exigência da UE).
Assim, ao longo destes anos nesta matéria, foram tantas as mentiras que os caldenses e esta comissão assistiram e suportaram, por parte do senhor presidente Fernando Costa e que ainda hoje se pode confirmar, relativamente à ETAR em que o mesmo sempre afirmou que fazia o tratamento de todo o saneamento, quando se pode constatar ainda hoje, que a mesma apenas faz tratamento de cerca de 50% e os restantes 50% são remetidos sem tratamento directamente para a Lagoa de Óbidos, através do Braço da Barrosa (…)
Tentou sempre confundir os caldenses e esta comissão com o facto de que a ETAR tinha capacidade para fazer o tratamento de 100% do saneamento, mas, na realidade, com a falta de capacidade de recepção na captação para tratamento da ETAR, realmente a percentagem é apenas de cerca de 50%.
Para além disso, desmentia que as linhas de água e os rios estavam poluídas e quando se conseguia provar o contrário, a mentira era sempre a mesma: “supostamente alguém indevidamente fez descargas para a linha de água”. No entanto, esta comissão sabia que as estações elevatórias se enchiam durante alguns dias, para posteriormente, pela calada da noite, descarregarem para as linhas de água e rios, aliás, como ainda hoje se verifica, se bem que com menos frequência.
Dentro desta mesma área do ambiente que consideramos um factor importante e determinante para o correcto desenvolvimento do nosso do concelho, regista com alguma tristeza a existência de poucos canteiros e zonas verdes da cidade e quando existem, estão sempre abandonados, mal tratados em pleno centro da cidade, para alem do lixo acumulado, por falta do adequado numero de papeleiras distribuídas pela cidade, mas mesmo assim Fernando Costa teve o atrevimento perante os factos acabados de enumerar nos últimos tempos, de afirmar que pretendia fazer a manutenção do Parque e da Mata. (…)
Assim ao fim destes 27 anos de ausência continuada de soluções nesta matéria, deseja a comissão, que nesta sua nova experiência autárquica, desta vez, aos problemas que lhe vão ser colocados, consiga encontrar as soluções adequadas que não conseguiu pôr em prática nas Caldas, mas que o faça para o bem dos munícipes do concelho onde eventualmente se vai candidatar.

Vítor Dinis
António Peralta

(Porta voz da comissão)

NR – Gazeta das Caldas deu conhecimento desta carta ao gabinete de imprensa da Câmara das Caldas a fim de obter eventual resposta, o que não aconteceu.