Alteração de paradigma

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Jorge Sobral
candidato pela lista A

As listas concorrentes ao Montepio encerram diferenças substanciais.
A história desta Associação, criada por um punhado de caldenses há mais de 160 anos, tinha como objetivo garantir, a quem se associava, apoio clínico e de enfermagem.
Esta Associação de Socorros Mútuos foi, durante muitos anos, um farol de esperança para os caldenses privados de um serviço de saúde mínimo.
Logo se alargou aos não sócios que ali recorriam, sem nunca o Montepio colocar dificuldades a quem o procurava.
Muitas foram as centenas de caldenses que, ao longo de todos estes anos, participaram nos seus corpos sociais.
Nunca os seus princípios foram maculados. Tratava-se de uma Associação de pessoas das mais variadas proveniências, que pagando as suas quotas, tinham apenas o desejo de poderem ali ser tratados.
Em 160 anos de vida será a primeira vez que um clínico se candidata a dirigir esta Associação mutualista.
Os clínicos, os enfermeiros ou outros técnicos de saúde, eram contratados para tratar as doenças dos associados e outros.
Há já algum tempo que direções menos avisadas abriram uma caixa de pandora, permitindo que pessoas com interesses profissionais no Montepio se viessem aproximando dos órgãos sociais.
Inclusive, permitindo que trabalhadores assalariados do Montepio assumissem lugares nos corpos diretivos.
Algumas destas últimas participações em flagrante contradição com os Estatutos da Associação, pois são prestadores de serviços, fornecedores, funcionários, beneficiários diretos.
O Montepio não é uma cooperativa, nem uma empresa de interesses, onde quem trabalha ou fornece cuidados ou outros serviços possa assumir a liderança que pertence unicamente aos sócios.
Não basta pagar uma quota de meia dúzia de euros que pode justificar poderem fazer parte dos órgãos sociais.
Em nome do interesse desta Associação, na salvaguarda da defesa dos sócios, torna-se necessário dar resposta a esta intromissão, que é perpetrado pela lista B, encabeçada por Francisco Rita, antigo fornecedor de serviços de saúde, que apresenta um conjunto de elementos ligados à atividade da saúde, para alem de funcionários.
Será pela primeira vez em 160 anos que esta barreira pode vir a ser ultrapassada.
Com o horizonte numa alteração na melhoria dos serviços a prestar aos associados, depois dos investimentos realizados, torna-se apetecível a profissionais do ramo, poderem alterar o paradigma passando a ter nas suas mãos sem esforço, uma clínica do futuro. A sê-lo que seja para quem de direito, os seus sócios. ■