Bendita água

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Um destes dias, entre amigos mais ou menos curiosos, quiçá interessados, discutíamos a “nova” moda dos vinhos rosados, defendendo cada um a sua dama, tudo a propósito de um da minha zona, que constituiu coqueluche do verão: o Vale dos Barris, da Cooperativa de Palmela, baratinho e à venda nas grandes superfícies.
Como sabem, a mente humana, ao menos a minha, é meio taralhouca e esta lembrança – dos rosados – veio-me pelo São Martinho, a reboque da água-pé.
À data em que alinho esta coluna tinha acabado de ler a secção de gastronomia do Diário Vasco, jornal de que sou leitor assíduo.
E lá me “abasteci” da necessária quantidade de água. Porque uma boa hidratação melhora o rendimento intelectual! Daí as palavras seguintes.
O funcionamento correcto do cérebro e o incremento intelectual tem uma relação estreita com a água. Se consumirmos a quantidade correcta de água todos os dias, podemos assegurar que preservamos a nossa capacidade intelectual e mantemos o cérebro alerta.
A desidratação afecta negativamente o funcionamento intelectual. A falta de consumo de água pode ter como consequência a perda de concentração ou a redução da capacidade da memória, a curto prazo.
Outro efeito também não desejado, consequência da falta de hidratação, verifica-se na capacidade cognitiva e na redução de capacidades mentais concretas.
O facto de não nos hidratarmos correctamente, pode provocar, ainda, a ingestão insuficiente dos minerais, existentes na água. Esta falha  provoca cansaço, dores de cabeça, e em casos mais sérios, enjoos.
Por isso é importante manterem-se hidratados de forma constante, especialmente crianças e adolescentes para permitir que o desempenho intelectual nos estudos seja correcto. É, igualmente, necessário olhar de maneira especial os idosos, que, para beber água, esperam sentir sede, o que nem sempre é suficiente.
Aos homens aconselha-se o consumo diário de dois litros, e às mulheres litro e meio. A diferença reside no facto do corpo da mulher ter mais gordura do que a do homem que, dada a sua corpulência, não necessita beber tanta água.
Estas são quantidades meramente orientadoras pois depende em grande medida da idade, do clima e dos estados fisiológicos, entre outros. No verão deve-se aumentar o consumo de água, de preferência fria. No inverno, boa alternativa para se manter um nível de hidratação correcto são as infusões de ervas e com a vantagem de nos fornecer os elementos necessários ao organismo.
Convém recordar que quando nascemos a composição do organismo atinge uma proporção de agua, que chega aos 85%. Esta percentagem reduz-se com o avançar da idade, de modo que ao chegar à velhice ronda os 60%. Os mais velhos deixam de ter a mesma capacidade de armazenar água  e, com o aparecimento de  glucoses e calorias, é nesta etapa que há que estar mais alerta.
Em conclusão:
Se queremos ter a mente sã e o cérebro a cem por cento das nossas capacidades, há que dar-lhe de beber muita água.
Como advertência aos mais cépticos deixem-me que lhe diga que de nada lhes valem as bebidas energéticas,  gasosas e o café, pois não hidratam o corpo.
Final e para fecho de tema: segundo a tradição/má língua popular Abel Pereira da Fonseca, grande industrial ligado à actividade vínica, antes de morrer, terá dito aos descendentes que as uvas também servem para fazer vinho!

João Reboredo
joaoreboredo@gmail.com