Caldas de Graffiti?

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Venho por este meio sugerir algumas medidas que ajudariam a melhorar a cidade.
O meu nome é Mariana Beirão, conheço bastantes pessoas que escolheram Portugal como sítio para viver depois da reforma ou para passar férias. Entre eles, ingleses, escoceses, holandeses.
Em conversa surge sempre o mesmo problema. Eles recusam-se a mostrar as Caldas da Rainha a quem os venha visitar por terem vergonha do estado em que está a cidade. Escolhem sempre passear em Óbidos ou na Foz e acabam por jantar lá por acharem as Caldas um sítio perigoso e indesejável.
Eu gostaria de propor uma campanha de voluntariado ou um evento em que, das duas uma: ou  se pintava por cima dos graffitti, horrendos, existentes, ou se contactavam artistas que façam graffitti decentes e bonitos, em vez de rabiscos nos sinais de trânsito, caixotes do lixo e muros de propriedade privada.
A nossa ideia seria fazer publicidade à marca de tinta que usaríamos na esperança de haver patrocínio ou pelo menos desconto nas tintas e angariar voluntários para pintar os muros ou limpar os sinais de trânsito e caixotes do lixo.
Poderíamos contactar com vendedores de cachorros, pães com chouriço e chocolate quente, o que quer que seja, para que se torne em algo agradável e uma espécie de piquenique no intervalo das pinturas. Ao entregarmos t-shirts e certificados com os patrocínios, angariávamos mais voluntários e provavelmente mais patrocínios que necessitem de publicidade.
Quanto aos locais a repintar, uma das partes mais afectadas é no próprio posto de turismo onde muitos dos próprios turistas têm medo de entrar por cheirar a chichi e ter um aspecto nojento. Atrás da Igreja e atrás da Câmara seriam os sítios principais que demonstrariam que o graffiti não tem de ser um acto de vandalismo. No muro ao pé da loja de merchandise está um graffiti muito engraçado, mas mesmo em frente estão rabiscos horrendos.
Seria boa ideia dinamizar a Cidade para que deixe de ser conhecida pelos turistas como Caldas do Graffiti e volte a ser Caldas da Rainha. Era bom que pudéssemos voltar a ter orgulho na cidade e não tentar esconder as partes menos agradáveis.
A outra ideia seria fazer uma campanha de sensibilização para que quem apanhe alguém em flagrante delito e comunicasse às autoridades. Os graffitti não se fazem em cinco minutos e não aparecem magicamente. Certamente alguém vê o Enzo ou o Amon rabiscarem os seus nomes em sítios ridículos. Quem são estas criaturas?
Certamente são conhecidos o suficiente para pintar o seu nome de forma a marcar território.
Muito obrigado pela atenção dispensada.

Mariana Gomes Beirão