Correio dos Leitores

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Carta aberta à ministra da Saúde

Sou um cidadão português recentemente intervencionado no Centro Hospitalar do Oeste Norte em Caldas da Rainha (CHON).
Apraz-me em primeiro lugar realçar todas as manifestações de profissionalismo e carinho recebido da parte de todo o pessoal médico, de enfermagem ou auxiliar que me atendeu (no que me foi possível aferir…), ou no que vi no atendimento a outros doentes.
Então, sem razão para queixas, qual o porquê da minha Carta Aberta a Sua Excelência a Senhora Ministra da Saúde?
É o que tentarei explicar de seguida.
Dei entrada na Urgência Hospitalar na tarde de sábado dia 20 de Novembro e após triagem, devido ao estado em que me encontrava, não tardou que fosse atendido por um médico, que procedeu à necessária observação seguida de requisição de exames a análises.
Concluíram ter sido acometido de um ataque de apendicite já em avançado estado, que no entanto necessitava para melhor diagnóstico, da efectivação de uma TAC.
Aqui começava o início de uma penosa e desumana viagem.
Na cidade das Caldas da Rainha existe uma unidade de TAC em Organismo privado que ao fim de semana não presta serviços aos utentes do CHON, sendo por isso necessário deslocar os doentes ao Hospital Central de Santa Maria em Lisboa.
Os médicos saberão certamente aferir da dor abdominal provocada por uma apendicite num doente mesmo em repouso, a Senhora Ministra que é médica, certamente calculará também essa mesma dor pelos conhecimentos profissionais que possui.
Mas agora tente por favor a Senhora Ministra da Saúde, colocar-se (e desejo-lhe toda a saúde do mundo…) no lugar de um doente transportado em ambulância através da A8 até ao Hospital Central com regresso às Caldas da Rainha, já com o diagnóstico feito de uma apendicite com princípio de peritonite e perfuração do apêndice e veja a desumanidade da situação.
Outros antes de mim talvez até em estado mais doloroso já fizeram essa penosa viagem, possivelmente muitos mais depois de mim a terão que fazer e a minha Carta Aberta à Senhora Ministra da Saúde, pretende ser um pedido para que tudo faça, de maneira a que não seja protelada por mais tempo, a instalação no CHON de uma Unidade de TAC, para serviço dos utentes dos concelhos de Alcobaça, Nazaré, Caldas da Rainha, Óbidos, Bombarral e Peniche.
Talvez que não dependa apenas da vontade de Vossa Excelência Senhora Ministra a rápida colocação dessa Unidade de Diagnóstico.
Mas tente talvez sensibilizar os seus pares no Governo, para a desajustada despesa por exemplo com a aquisição dos blindados para a cimeira da Nato (que decorria ao mesmo tempo que eu e outros sofríamos no Hospital…) e que afinal eram tão necessários que nem chegaram a tempo da referida Cimeira.
Parece que todos juntos, custarão cerca de um milhão de euros e certamente comparada com esta despesa, um aparelho de TAC (embora dispendioso), será com certeza uma gota no oceano das despesas.
Eu compreendo que terão de ser racionalizados os gastos, mas não compreendo as opções feitas algumas vezes.
Talvez que o seu companheiro de Governo se tenha valido da Cimeira para pressionar os responsáveis que gerem o Orçamento a abrir os cordões à bolsa, quando sabia que as referidas viaturas poderão vir a ser necessárias sim, mas nos Bairros problemáticos que rodeiam a capital e não fariam falta nenhuma à cimeira.
Sei que a Senhora Ministra da Saúde não vai poder argumentar com as mesmas armas para poder mandar colocar uma TAC no CHON, mas talvez possa usar outros argumentos: não valerá certamente a pena falar-lhes de mim e dos outros que já fomos sujeitos a esse martírio de deslocação em ambulânci? Tente talvez dizer-lhes: “já viram se um de vocês tem a pouca sorte de adoecer gravemente no Oeste Norte e tem que ser enviado em ambulância a Lisboa para fazer um exame?”
Até pode acontecer que nenhum deles se lembre de que não é sujeito ao mesmo que o cidadão comum e faça ouvir a sua voz, juntamente com a Senhora Ministra da Saúde, para que sem mais demoras seja instalado no CHON um aparelho de TAC.
Era isso que com todo o respeito e consideração desejava pedir a Vossa Excelência Senhora Ministra.

Maximino Alves Martins

Desleixo no cemitério velho

Há uns tempos atrás, conforme noticiou a Gazeta das Caldas, a queda de uma árvore danificou de forma significativa duas campas, no cemitério velho (1º cemitério). Passados que são mais de oito meses, a situação mantém-se, conforme ilustra a foto.
Como munícipe pergunto:
Existe vereador com o pelouro dos cemitérios?
Se existe, que providências tomou para solucionar esta desagradável situação?
Naturalmente que esta situação não vai ser solucionada e fica tudo na mesma, mas fica o desabafo e a indignação de um caldense.

Manuel Vieira

NR – Gazeta das Caldas deu conhecimento desta carta à Câmara Municipal, que respondeu da seguinte maneira através de um e.mail enviado pelo Gabinete de Imprensa.

Não obstante o carácter algo acintoso das questões colocadas, não deixamos
de lamentar o sucedido e de proceder a alguns esclarecimentos:
1 – Em 15 de Fevereiro de 2010 ocorreu um grande temporal que derrubou árvores no cemitério da Nossa Senhora do Pópulo.
2 – Uma das árvores provocou danos em duas das campas.
3 – De imediato foi feita a participação ao seguro.
4 – A 15 de Março foi enviada a proposta de orçamento à Seguradora para reparar os danos.
5 – Após algum período de demora a peritagem da Seguradora veio ao local e pediu elementos a 16 de Setembro
6 – A 21 de Setembro foram remetidos os elementos solicitados pela peritagem da Seguradora.
7- A 9 de Dezembro a Seguradora informou que não assume a responsabilidade.
8 – Os serviços Jurídicos estão a apreciar se existem condições para contestar junto da Seguradora desta sua decisão.
9 – Em simultâneo foram dadas instruções para os serviços apreciarem a responsabilidade da Seguradora na demora da sua resposta ao Município
10 – Caso se conclua que o dano não pode ser coberto pelo seguro, naturalmente que o Município assumirá as suas responsabilidades.

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