Algas em putrefação na Lagoa de Óbidos – parte II

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Carlos Mendonça

Numa das últimas edições da Gazeta das Caldas foi abordado o tema das algas em putrefação na Lagoa de Óbidos, com a Comissão Cívica de Proteção das Linhas de Água e Ambiente de Caldas da Rainha a não estar convencida de que o mau cheiro que se mantém desde o verão, na zona do Parque de Merendas do Nadadouro, se deva à putrefação de algas, tal como foi assegurado pela Câmara Municipal.
Tal como em setembro, o presidente do município assegurou que estavam “a contactar a APA para articular medidas de desassoreamento nas próximas semanas”.
E, tal como em setembro, quando, em artigo de 13/09, procurei dar o meu contributo para minorar o problema dos meus vizinhos do Nadadouro (estou na Foz do Arelho), vou copiar e repetir o que escrevi, com a mesma sugestão e intenção:
…falta de oxigenação da água, nas imediações do Parque de Merendas do Nadadouro passa, nas palavras do Dr. Tinta Ferreira, independentemente do resultado das análises às causas que as ATA e APA ficaram de apresentar, “pela dragagem que deverá (?) ainda arrancar em setembro”. Claro que não começou!!!
“Temo muito que os efeitos da dragagem, a avaliar pelo muito que imagino que há a fazer, até que se chegue lá e se sintam resultados ao nível da ocupação do volume de água putrefacto, por água oxigenada, se façam sentir demasiado tarde para as expectativas criadas a partir da “solução” citada.
Na presunção de que a oxigenação só por si consegue resolver ou mitigar o problema, sugiro ao Município de Caldas da Rainha que através dos Serviços Municipalizados, instale um Arejador no local, nem que seja à experiência para ver se resulta. Os técnicos dos SMAS sabem bem o que é, porque também se usam nas ETAR. Se não houver em armazém, qualquer das marcas mais conhecidas de bombagem de águas residuais tem para alugar – penso que vale a pena experimentar, até porque nenhuma destas alternativas tem custos elevados.”