De Braços Abertos – Sapatinho

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Em época natalícia, é preciso pensar nas prendas que gostaríamos de ver no sapatinho. No nosso e no daqueles que mais gostamos, pois o Pai Natal é generoso e, mesmo em tempo de crise, os desejos não quebram e os sonhos não se desfazem. Como eu gosto muito do meu país e dos meus concidadãos, é para eles que vão os meus pensamentos e sentimentos natalícios, em especial para os trabalhadores, gestores, empresários, investidores e consumidores que, legitimamente, desejam melhorar a retribuição do seu trabalho, competência, atitude, risco, capital, confiança e preferência, aspirações que são naturais e saudáveis, e que sempre fizeram o mundo progredir, desde que entendidas nos limites da ética que rege as sociedades.
Por isso, peço ao Pai Natal que ponha no sapatinho de todos aqueles que fazem crescer a economia portuguesa, os cinco belos presentes que passo a indicar:
1. Produtividade, para obtermos mais resultados com menos recursos, trabalhando melhor, com mais inteligência, organização e eficácia;
2. Qualidade, melhorando as especificações e aumentando o controlo e a fiabilidade dos produtos e dos processos, em todas as suas etapas e interfaces;
3. Inovação, diferenciando a oferta e satisfazendo novas necessidades e motivações, com criatividade, iniciativa e arrojo;
4. Mercado, aumentando a penetração e a cobertura dos mercados actuais e avançando para novos mercados, tanto no ambiente físico como virtual;
5. Preço, negociando melhor e reduzindo o custo dos factores, comprando bem e poupando onde e sempre que possível.
Tenho a certeza de que, ao acordarmos no Dia de Natal e corrermos para o sapatinho, estarão lá todos estes presentes deixados pelo nosso querido, determinado e incansável Pai Natal. Como ele, saibamos valorizá-los e cumprir a nossa missão com orgulho, alegria e satisfação, pondo de lado vãos queixumes, pessimismos e complicações. Como ele, façamos o nosso trabalho em equipa, com planeamento, coordenação e vontade de servir, afastando sentimentos de inveja, de egoísmo e de vaidade. Que o espírito de Natal nos embeba e nos transforme em pessoas melhores, mais profissionais e exigentes, mais autónomas e ousadas, mais positivas e confiantes. Porque, com crise ou sem crise, o Natal existirá sempre e o Pai Natal jamais deixará de cumprir o seu dever.

José Rafael Nascimento
jn.gazeta@gmail.com