Duarte Nuno responde a Fernando Costa

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Vou descer ao seu nível para que nos possamos compreender. Permita-me então que me dirija a si na minha qualidade de “frango da política”.
Nem todos podem ser gordos e barrigudos, mas desde que entrou para a Assembleia da República, com 23 anos, que a sua carne enrijeceu e nem muitas horas a marinar transformariam um mentiroso confesso num político confiável.
No seu aviário deram-lhe poleiro muito novinho. Depressa se tornou dono da quinta no tempo das vacas gordas e em poucos anos ficou obeso quando todos estranhavam que o ordenado de presidente da Câmara fosse assim tão rico em proteínas.
Sou obrigado a recordar-lhe de onde vem para não levar tanta arrogância para Loures. “Fernando Costa sabe”? Sabe o quê? Investir 10 milhões a dar a machadada final no comércio tradicional? Deixar o concelho em grande fragilidade económica, incapaz de criar sinergias com a vizinhança e desprovido de capacidade competitiva? Descaracterizar completamente uma cidade ao longo de três décadas e deixá-la num estado degradante e irreconhecível?
A propósito, o que acha que os caldenses sentem quando ouvem a sua campanha em Loures afirmar que “Fernando Costa sabe ter ruas limpas e lixo tratado”? Quem o convidou para Loures alguma vez visitou as Caldas, ou só parou ali em frente ao parque para um cafezinho?
Não se ofendem os adversários políticos por serem novos, por terem pouca experiência política ou por não terem a altura que acha indicada. Isso é estúpido! Quanto muito ofendem-se se forem incompetentes e governarem mal. O que distingue um bom de um mau candidato são as ideias, as propostas, a adequação do perfil e o percurso.
Que exemplo dá ao defender que só políticos de carreira dão bons candidatos? O que faz falta na política portuguesa são pessoas que tenham sujado as mãos a trabalhar, que tenham tido uma profissão, que conheçam as dificuldades de gerir uma empresa, que saibam quanto custa gerir um orçamento familiar.
Gordos ou magros, novos ou velhos, altos ou baixos, não ouvirá nenhum dos candidatos do CDS dizer que só sabe fazer política. É por isso que, ao contrário de si, sou um adepto da limitação de mandatos para todos os cargos políticos para que o espírito de missão nunca se perca.
E que esquizofrenia é essa de insistir na coligação com um partido que acha ter sido nocivo na Câmara? Foi público e pacífico que o CDS e o PSD conversaram mas nunca chegaram a nenhum acordo. O PSD caldense só poderá ser visto como um parceiro se conseguir cortar o cordão umbilical, reconhecer que o concelho tem graves problemas e confirmar que tem uma nova postura no diálogo com os restantes partidos.
Se acha que perdeu no seu último mandato um vereador, um deputado municipal e uma junta de freguesia para “frangos de aviário que acabaram de chegar à política” é porque não percebeu nada. Foram frangos do campo!

Duarte Nuno Ferreira