Editorial: Nos 50 anos do 25 de abril: conhecer o passado e pensar o futuro

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Luís Nuno Rodrigues

Comemoram-se este ano os 50 anos do 25 de abril de 1974. Convidou-me a Gazeta das Caldas para ser o editor deste número especial, algo que aceitei com grande entusiasmo, devido às minhas ligações às Caldas da Rainha e à própria Gazeta das Caldas. A nossa ideia foi reunir neste número que celebra a data mais importante da nossa história contemporânea, um conjunto de textos, todos eles escritos por jovens nascidos após o 25 de abril, que nos trouxesse um melhor conhecimento do passado, mas também uma melhor compreensão do presente e perspetivas diversas sobre o futuro.
Nesse sentido, apresentamos três textos da autoria de três jovens historiadores caldenses (Joana Tornada, Joana Beato e Sebastião Barata) que se debruçam sobre três datas fundamentais neste contexto histórico (16 de março, 25 de abril e 1 de maio). Depois, sob forma de conversa, reunimos o contributo de outros três jovens caldenses que se distinguem pelo seu ativismo social e político (Andreia Galvão, Inês Pires e Manuel Martins) e que nos permitem perceber aqueles que são, para as gerações de hoje, os mais importantes desafios do presente e do futuro, quando são chamadas a refletir sobre os próximos 50 anos.
Hoje, ainda mais do que há 50 anos, os desafios que enfrentamos não podem ser entendidos apenas ao nível local, sendo necessário pensá-los ao nível nacional, mas sobretudo ao nível global. Há 50 anos, Portugal foi pioneiro no início da chamada terceira vaga de democratizações na Europa, que se prolongou depois pela Europa do Sul e, na década seguinte, pela Europa de Leste. Que o nosso país consiga estar no futuro próximo, como esteve há cinco décadas, na primeira linha da defesa dos valores que a revolução de abril trouxe para todas as pessoas que nascem e vivem em Portugal. ■