Editorial – Pensar positivo e proativo

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José Luiz Almeida Silva

Quando se inicia a segunda primavera pandémica, situação que inicialmente não sonhávamos, nem em duração nem impacto, refletimos sobre o que foram estes 13 meses e que prometem durar mais algum tempo, na melhor das hipóteses. Foram já mais de 400 dias de incerteza, em que diariamente projetámos as nossas tarefas, sempre com a espada de Dâmocles sobre a cabeça, pensando o que nos poderá suceder hoje e nos próximos dias, caso sejamos atingidos pelo temível vírus.
Hoje gostaríamos de ser e escrever positivo. E, ao percorrermos a cidade, os arredores, a região, temos a noção da riqueza paisagística, arquitetural e mesmo da variedade de sítios e atrativos num território tão próximo. Vemos como muitas pessoas estão a recuperar individualmente e a valorizar esse território, mesmo que alguns teimem em desvalorizá-lo e “sujá-lo”, com intervenções feitas sem qualquer critério. E verificamos que são muitos exteriores, nacionais e estrangeiros, que sabem e estão a fazê-lo da melhor forma.
Quando ultrapassarmos esta impensável e inesquecível pandemia, feita de confinamentos e de temores, certamente poderemos descobrir um território e uma realidade urbana e rústica, que poucos souberam ler e interpretar mais corretamente antes.
Será que os nossos líderes nacionais e locais dispõem do conhecimento, do tempo e dos instrumentos para se aperceberem que estão sentados sobre um tesouro incomensurável que, muitas vezes não sabem reconhecer e valorizar, e que pode constituir um verdadeiro desígnio para todos nos próximos 30 anos e para os tempos que se seguirem? E tudo isso devia ser o fulcro principal desse plano de Recuperação e Resiliência! Cabe a cada um de nós e a todos exigi-lo. ■