Editorial: Sinalética e mobilidade

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José Luiz de Almeida Silva

Para quem circula pelas urbes desse mundo, uma das preocupações que encontra é organizar visitas às cidades e aos seus atrativos, sejam culturais, monumentais, económicos, ambientais ou de outro tipo. E uma das questões que se colocam é a forma como se consegue visitar cada uma mais eficazmente, pela facilidade dos acessos e pela clareza das indicações sinaléticas. Há guias e roteiros, mas poucas são as pessoas que preparam visitas com tanto cuidado.
Há anos visitei Boston, nos EUA, que utilizava na época, um traço de cor inscrito no alcatrão ou no passeio, para levar a pé os visitantes aos principais centros de interesse na parte histórica dessa grande metrópole. Solução engenhosa, fácil e barata.
Caldas quere-se cidade Criativa da Unesco e pouco que dê reconhecimento deste estatuto está à vista, sendo pobre ou inexistente a sinalética que nos leve a centros de interesse, quer monumental, histórico ou turístico, incluindo às ruas em que se encontram situadas estas novas lojas ligadas às indústrias culturais que dão força à imagem e tradição da cidade de Bordalo e de Maria dos Cacos.
Igualmente a cidade pouco atende à necessidade de mobilidade dos visitantes e ao seu estacionamento que deve ser facilitado para quem procura conhecer a cidade, colocando por exemplo, limitações de tempo de parqueamento se não querem colocar parquímetros. Talvez fosse de pedir a alguém que não seja das Caldas da Rainha nem a conheça, para fazer uma visita para encontrar e explicar as dificuldades que encontra ao deambular pelas ruas da cidade. Um município que tem dado maior atenção a pequenas intervenções que não impliquem grandes gastos orçamentais, certamente que encontraria pequenas intervenções de custo baixo nestes domínios para facilitar a vida aos milhares de visitantes que a cidade recebe.