Uma evocação do Eng. Amado da Silva (o “Sócio”)

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Gazeta das Caldas
Eng. Amado da Silva

Faz 10 anos no dia 22 de Novembro que o “Sócio” nos deixou – era assim que ele gostava que os amigos o tratassem. Escrevo como um amigo que acompanhou parte da sua caminhada e evolução como ser humano, abordando algumas facetas menos conhecidas da sua vida.
A ciência e em particular a Física Quântica, têm-nos demostrado à saciedade o “peso” que a energia sob todas as formas tem (algumas delas ainda por explicar), na interpretação de todos os fenómenos da natureza. Se conseguíssemos “ampliar” um átomo até o núcleo (onde está concentrada a massa e o “peso” da matéria) ter 5 mm de diâmetro, os electrões encontrar-se-iam a 400 metros de distância. O “imenso” espaço intermédio é preenchido só por energia.

O “Sócio” não só estudou estes fenómenos, como os levou muito a sério como bom investigador que era, nos últimos anos de vida.
Não vemos o ar que respiramos mas temos a certeza que ele existe, assim como não podemos garantir que a vida se resume só àquilo que os nossos cinco sentidos percepcionam. Não “vemos” a energia, mas não podemos ignorar o papel que ela desempenha em todos os fenómenos da natureza, mesmo os que escapam aos nossos cinco sentidos.
A inteligência e honestidade intelectual de quem lidou uma vida inteira com plantas (organismos vivos que condicionam profundamente a nossa vida), levou-o a repensar os métodos de relacionamento com elas (detecção de problemas, tratamentos, etc.) e com a natureza em geral, para métodos ecológicos não evasivos.
Resumindo o que pretendo transmitir: O Eng.º Amado da Silva, para além do legado de Amigo com “A” grande que marcou quem com ele conviveu mais de perto, deixou um exemplo de grande respeito pela natureza, na profunda convicção de que a nossa sobrevivência como espécie, só é possível com uma natureza sem venenos
É prova disto, os pomares que acompanhou em modo biológico com níveis de produção acima da média, onde utilizou técnicas inovadoras e “estranhas” do ponto de vista tradicional e académico corrente, como a radiónica no diagnóstico de doenças, a biodinâmica nos tratamentos, a radioestesia (uso do pendulo), etc.
Vamos lembrá-lo num encontro-jantar, na sexta-feira 24 de Novembro no restaurante Os Queridos a partir das 17 horas. Iremos também falar dos trabalhos de investigação por ele começados, para os quais o Ministério da Agricultura tem obrigação, de criar condições para que não morram. Contamos com a presença do Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Eng.º Miguel Freitas.

Carlos Mendoça