O novo Ensino Profissional nas Caldas da Rainha

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Sérgio Félix
Gestor e formador

Os Centros Tecnológicos Especializados (CTE´s) aprovados na Região Oeste e em específico nas Caldas da Rainha irão ter grande impacto no nosso ensino.
Com cerca de 6 milhões de euros de investimento, ETEO, Bordalo Pinheiro e Raul Proença terão nos próximos anos letivos uma oferta inovadora, única e uma oportunidade de atração de novos alunos.
Com 4 CTE´s aprovados, desde as áreas da informática, indústria e automação às energias renováveis nos próximos anos letivos, teremos um retomar no ensino para áreas técnicas.
Os CTE nascem como farois para a inovação e excelência de ensino, oferecendo aos alunos não apenas educação, mas uma via direta para o emprego qualificado, para a experimentação, aproximação às empresas e a um conjunto de tecnologias inovadoras.
Os alunos beneficiarão de uma oferta com as mais recentes tecnologias que os prepararão para responder às necessidades específicas das empresas enquanto que as empresas ganham acesso a um recursos humanos altamente qualificados e atualizados tecnologicamente para os desafios atuais.
A simbiose entre os CTE’s aprovados e a indústria local bem trabalhados poderão responder aos desígnios dos últimos 30 anos onde se tem falado da necessidade de “um ensino como o de antigamente” onde saíram bons profissionais e que hoje poderão contribuir para o necessário desenvolvimento sustentável da região.
Estando atualmente no final do mês de Maio inicia-se para muitos Jovens e pais a procura de um caminho para o 10º ano, pelo que recomendo verificar as ofertas recentes das escolas nestas áreas onde a expectativa é elevada e as vagas bastante limitadas.
Acredito que se não este no próximo ano as vagas sejam feitas com um ano de antecedência o que seria um bom indicador para o sucesso local desta medida a médio prazo para os nossos jovens e a médio longo prazo para toda a região.
Também para as empresas a integração de estágios profissionais serão uma forma de responder às necessidades atuais do mercado de trabalho mas além disso a simbiose escolas-empresas terá uma nova oportunidade onde as empresas vejam nas escolas equipamentos e soluções topo de gama e não os equipamentos tecnologicamente ultrapassados existentes em grande parte dos estabelecimentos de ensino.
Numa época em que a IA faz já parte da nossa sociedade as escolas continuam com acessos à internet limitados, videoprojectores que não funcionam, salas sem tomadas para ligar os portáteis disponibilizados aos alunos, recursos físicos e humanos…, enfim um conjunto de limitações que tem deixado grande parte do ensino no seculo XX.
Um ensino assente na utilização da IA preparará os alunos para o mercado de trabalho que os irá receber daqui a 3 anos e o qual será uma realidade quotidiana.
Deixo assim uma motivação adicional para que sejam equacionadas outras escolhas ou opções no próximo mês a todos os nossos jovens! ■