O uso da IN – Inteligência Natural

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Ana Pacheco

Os tempos que correm são de grande atenção mediática à chamada inteligência artificial AI, quanto a mim um nome pouco feliz pois nem sequer todas as capacidades da inteligência natural , com que a natureza para uns, ou um Deus para outros nos dotou como seres humanos que pensam são ainda totalmente conhecidas.
Seguindo com alguma atenção debates médicos e lendo revistas cientificas é fácil concluir que no que diz respeito a diagnósticos e tratamentos “do pescoço para cima” ,grande é ainda o desconhecimento, embora isso não impeça o record de antidepressivos vendidos e consumidos…
Mas adiante que o Olhar e Ver não é sobre saúde, mas sim sobre análises e escolhas, certamente uma das maiores capacidades humanas.
Decidi deixar os temas lançados para estar na berra, e com o devido pedido de desculpas para as guerras de audiência televisiva, as lutas partidárias e futebolísticas, reivindicações várias e persistentes ,hoje chamo a atenção para a lei a lei recentemente aprovada na Assembleia da Republica que permite aos funcionários da AT Autoridade Tributária acesso permanente aos saldos bancários superiores a 50 mil euros de qualquer cidadão cliente bancário, estipulando já o envio digital e as penalizações para os bancos caso não cumpram.
Ainda o RGPD – Regime Geral de Protecção de Dados dá os primeiros e difíceis passos com uma panóplia de novos serviços necessários ao cumprimento das obrigações e surge esta lei já tentada anteriormente que suscita muitas duvidas/perguntas :
Aqui vão algumas junto com um pequeno comentário e o pedido de esclarecimento às instancias competentes , nomeadamente os pais da lei e quem a aprovou.
1º Para que servirá esta devassa? O que farão com a informação? Não chocará com outras leis?
Irá certamente sobrecarregar os funcionários da AT, entidade que com vários anos de digitalização ,reforços de quadros funciona bem.
2º Então os incentivos à poupança que qualquer Governo de bom senso pratica?
Aqui cabe lembrar tantas situações que todos conhecemos do papel da “rede dos avós”
durante a fase da Troika 2011/2014, foram as suas poupanças que impediram situações limite no sector privado com empresas que encerravam e casais com filhos sem conseguir fazer face ao dia a dia…
3º Qual será a lei a seguir… para período eleitoral ou depois? certamente já a ser cozinhada algures.
Importante termos a noção de que Portugal hoje 2019 com toda a sua capacidade de atrair, sobretudo pelas qualidades com que a natureza o dotou e o seu povo,do ponto de vista económico não é mais do que uma casquinha de nóz que vai flutuando com algum êxito num mar que se prevê cada vez mais encrespado.
Não seria melhor que os esforçados deputados que criaram esta lei se debruçassem sobre a forma de ajudar à uniformização fiscal Europeia?
É tempo de cerrar fileiras!
Vai haver eleições para o Parlamento Europeu em Maio e é importante votar, após recolher informação e análisa-la com a nossa inteligência natural ,claro !
É que as leis quando são aprovadas têm que se cumprir.
As maiores empresas cotadas em Portugal pagam impostos na Holanda e no Luxemburgo.
É legal claro, mas será ético? Justo? Confesso que tenho muita vergonha desta realidade.
Aqui fica sugestão para que a Assembleia da Republica faça um trabalho de equipe conjunto para analisar que lei equilibrada ,e após ouvir e negociar com esses empresários poderá moralizar esta realidade recorrente, ajudando a entrar mais dinheiro nos cofres do Estado, para investir e não só consumir, consumir…