Olhar os outros:

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Cláudia Henriques
comerciante/empresária

Talvez porque venha de uma família em que a base da resolução de um problema é o Amor e o respeito, talvez porque viva inserida num meio restrito em que cumprimentar os outros não é uma obrigação, mas sim um ato de pura simpatia. Talvez porque tenho para mim que o outro, um dia destes posso ser eu! Talvez, porque hoje queira homenagear uma guerreira que partiu, mas que deixou um legado enorme.
Cada vez mais devemos repensar as nossas atitudes e a forma como vivemos connosco e com os outros. Viver em sociedade obriga a uma série de comportamentos que independentemente da classe social ou estatuto adquirido, devem ser rigorosamente cumpridos. Não podemos nem devemos apitar porque uma pessoa idosa passa vagarosamente a passadeira! As redes sociais não devem servir para serem despojadas escandaleiras acerca de determinados assuntos pessoais, onde não se referem nomes, mas se insinuam mil coisas acerca de alguém! Não podemos passar pelo outro que está deitado no chão, sem sequer perguntar se precisa de ajuda! As brigas de trânsito, são só por si um reflexo daquilo que somos enquanto pessoas. Porque um não parou e devia ter parado, porque o outro rapidamente abre o vidro e atira um palavrão, ou porque simplesmente se está chateado ou cansado e todos têm culpa disso. Temos que dar prioridade a um idoso ou a uma grávida numa fila de supermercado, porque a nossa pressa não pode ser superior há pressa dos outros. Temos que cumprimentar e auxiliar um “drogado”, porque amanhã, o outro podemos ser nós.
Temos muitas vezes determinadas atitudes por puro comodismo? Por insensibilidade? Ou porque achamos que atingimos um estatuto que nos permite não cumprir as regras de viver em sociedade?
Esta coluna permite-me dar a minha opinião. É necessário que se reaprenda a viver em sociedade, olhando os outros de forma igualitária. Cumprimentar é tão necessário como um pedido de desculpas. As redes sociais não devem de todo, servir para denegrir pessoas e mobilizar outras tantas, para temas completamente desprovidos de conhecimento por parte de quem escreve. O auxílio ao outro é um ato obrigatório.
O Respeito e a calma devem ser um exercício diário e constante porque vivemos e pisamos todos o mesmo chão!
E é mesmo verdade Irina, o Amor Cura, e quando agimos de coração cheio de Amor, vivemos muito melhor connosco e com os outros. Que cada um de nós encontre esse caminho. Foi este o legado que nos deixaste, e hoje aqui, a quem nos lê, faço a pergunta: O que é que cada um de nós pode fazer pelo outro? ■