Que saúde para o Oeste?

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Com a realização de uma vigília junto nas Caldas da Rainha no próximo fim de semana culmina um processo de contestação à eventual indicação da localização do novo Hospital Distrital ou Regional do Oeste.
Falando verdade e direto, estranha-se que nos debates sobre este tema não haja a sensibilidade esperada para responsáveis, que assistem sem qualquer sobressalto, a uma possível decisão em que se elimina de uma cidade criada à roda duma instituição hospitalar há mais de 500 anos, para uma localização apenas sugerida pela equidistância entre pontos geográficos, esquecendo experiência, emprego, localização de mais componentes de apoio à saúde, responsabilidade social, etc.
Entende-se facilmente que a “oportunidade” de uma localização nova e inesperada possa trazer algo para benefício eleitoral dos contemplados, mas custa a acreditar que não haja algum sobressalto ético pelo “oportunismo” da decisão.
Brincar com o emprego ou mesmo a eficiência de uma unidade hospitalar com uma experiência de muitas décadas, mesmo séculos se extrapolarmos o que eram os cuidados de saúde ao longo da história, parece pouco curial no Séc. XXI, bem como deixar tão importante decisão que implicará investimentos e depois gastos de milhões de euros ao longo de anos a um único ministro, com base num estudo básico, não parece muito curial.
Uma decisão deste jaez implicará todo o governo, com especial destaque para o responsável das Finanças e o chefe do Governo, pelo que a fórmula displicente como o assunto está a ser tratado e seguido parece pouco inteligente. Esperemos que permaneça o bom-senso e a responsabilidade. ■