Um hospital gélido

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DSC07700Venho enviar-vos esta foto que foi tirada no passado dia 8 de Fevereiro no ginásio de Fisioterapia no edifício do Balneário Novo. Trata-se de um boneco que chama a atenção que, desde Novembro de 2015, este edifício não tem aquecimento nem água quente.
Desde Novembro nem o Hospital nem a Câmara das Caldas, apesar de notificadas e apesar de promessas de reparação do sistema de aquecimento, não acontece nada.
Os doentes queixam-se de frio e próprias terapeutas e auxiliares têm de trabalhar num ginásio frio, de casacos fleece, para manterem-se quentes. Para não falar dos utentes que se têm de despir para fazer os tratamentos. Já houve pessoas que desistiram por causa do frio, outras trazem mantas de casa e mais roupa.
Existem ventiladores que tentam dar um pouco mais conforto ao espaço, mas foram as terapeutas e funcionárias que trouxeram de casa e um deles até pertence a uma utente que emprestou um aquecedor dela enquanto andar a fazer os tratamentos de fisioterapia. Do lado das crianças, no chamado ginásio de Desenvolvimento o ambiente ainda é mais gélido, havendo aquecedores também trazidos pelas fisioterapeutas. Para não falar das janelas que foram “isoladas” com chouriços feitos com toalhas para minimizar a entrada do vento frio pelas frestas das janelas.
A Gazeta das Caldas mostrou o lixo e o mobiliário espalhado pelos edifícios do parque e Hospital Termal, mas ninguém mostrou aos senhores jornalistas as condições gélidas em que o serviço de fisioterapia do Balneário Novo está a funcionar.

Maria Silva Pacheco

NR – Gazeta das Caldas deu conhecimento desta carta ao Conselho de Administração do CHO, convidando-o a responder, mas este não o fez.