Assembleia Municipal quer que se estude programa para videovigilância na cidade

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Proposta avançada pelo PSD foi aprovada por unanimidade na reunião de 20 de fevereiro, em que os deputados viabilizaram também a realização de um teste para a gravação da reunião e posterior transmissão online, como já acontece em vários outros municípios da região

A Assembleia Municipal aprovou, por unanimidade, que o executivo, em conjunto com o PSD, possa dar início a um programa para a implementação de um sistema de videovigilância nas Caldas. A proposta foi apresentada pelo deputado social-democrata Fernando Corvelo, e tem por objetivo reforçar a segurança das pessoas, animais e bens, no concelho.
De acordo com o mesmo deputado, “existe, entre os caldenses, um sentimento crescente de insegurança e a perceção de se sentirem inseguros na nossa cidade, quer seja na sua vida pessoal, quer seja nas atividades sociais ou comerciais”, resultado da “evolução social e demográfica no concelho e às evidentes dificuldades de policiamento por parte das forças de segurança, devido à escassez de efetivos”.
Fernando Corvelo realçou que não pretendeu trazer “alarmismo ou extremismo” para a discussão, mas antes lançar contributos para um debate que considera necessário “tendo em contas as alterações sociais e demográficas a que temos vindo a assistir nos últimos anos no nosso concelho”.
No trabalho de prevenção, que entende que deve ser feito, defende a colocação de sistemas de videovigilância em pontos selecionados da cidade de modo a garantir mais segurança aos cidadãos e a proteção do património público. Uma instalação que, acrescentou, “terá sempre de ser feita em estreita colaboração com a PSP, que deverá identificar, em conjunto com os serviços da câmara, os locais problemáticos que mais necessitam destes equipamentos”, a gerir estes sistemas e a visualizar as imagens captadas.
Gravação da Assembleia
Nesta reunião ainda foi aprovado, por maioria (apenas com um voto contra do PSD), a gravação da próxima sessão ordinária da Assembleia Municipal para efeitos de teste de viabilidade. Na proposta apresentada, o deputado do VM, José Luís Almeida, lembrou que a gravação e transmissão das reuniões é um objetivo desta Assembleia, num “ato de transparência, aproximação ao cidadão e de envolvimento dos eleitores nos trabalhos” que desenvolvem.
Os 50 anos do 25 de Abril
Diversos deputados questionaram o executivo sobre as comemorações dos 50 anos do 25 de abril. De acordo com a vereadora Conceição Henriques, o programa, inicialmente previsto ser apresentado em meados de fevereiro, “está praticamente fechado, falta apenas concluir dois ciclos de conferências, que irão prolongar-se ao longo do ano”. Foi criada uma comissão organizadora no âmbito municipal, que está a definir o programa das comemorações oficiais, também em conjunto com a comissão nacional. Entre as várias cerimónias, terá lugar, no dia 25 de abril, uma Assembleia Municipal, na Praça 25 de Abril.
Ainda de acordo com a vereadora Conceição Henriques, o programa que está a ser ultimado visa um “conjunto de iniciativas que sejam significativas para o território e que conte, tanto quanto possível, com agentes culturais locais”.
Rua da Indústria com troço em terra batida
 As dificuldades por que passam os empresários e proprietários da Rua da Indústria, na Zona Industrial, foram apresentadas aos deputados municipais. Carla Serra, porta-voz do conjunto de proprietários daquela rua, na freguesia do Nadadouro, explicou que a “realidade das vivências e experiências” das suas empresas encontra-se fortemente condicionada pelo troço de terra batida e que deveria ser estrada alcatroada. Esse troço, explicou, é o “mais curto e rápido a ligar a Estrada Atlântica à Estrada velha da Foz e consequentemente aquele que, com toda a lógica, os GPS indicam como o melhor caminho a utilizar pelos condutores”.
De acordo com a também empresária, quem se dirige à Rua da Indústria pela Estrada Atlântica, atravessando aquele troço, arrisca a viatura em “buracos e pinhais sinuosos que convidam ao cair da noite a que se juntem carros em transações menos recomendáveis”. Realçou que naquela rua estão sediadas, pelo menos, mais de 10 grandes empresas que, juntas, empregam centenas de pessoas, e que diariamente recebem veículos pesados de mercadorias internacionais para carregar ou descarregar. “Sem excepção, os motoristas são orientados pelos seus GPS a dirigirem-se à Rua da Indústria pela Estrada Atlântica e aí virarem pelo troço de terra batida, porque é o troço mais curto”, reiterou.
Carla Serra lembrou que esperam há mais de cinco anos pelo alcatroamento de um troço com menos de 100 metros e também que o saneamento em parte daquela zona não tem ligação à rede pública. “Pedimos as infraestruturas básicas de uma sociedade civilizada, uma estrada e saneamento”, disse, reconhecendo, no entanto, o trabalho da junta de freguesia do Nadadouro, na tentativa de remediar os buracos e melhorar o pavimento do troço.
O vice-presidente, Joaquim Beato (que substituiu o presidente por este se encontrar doente), reconheceu que se trata de uma “situação premente”. “A Rua da Indústria tem um traçado que tem de ser alterado, é um problema de cotas e tudo isso está a ser aprimorado”, comprometendo-se a reunir no local, com os empresários e os técnicos da Câmara. Ainda de acordo com o autarca, trata-se um investimento superior a 1,2 milhões de euros e tem um problema de enquadramento de projeto em relação ao traçado.
Joaquim Beato desafiou também a presidente da Junta de Freguesia do Nadadouro, Alice Gesteiro, para em conjunto encontrarem uma “relação de identificação dos proprietários e conversarmos para termos o melhor traçado”.
Continua a “luta” pelo Hospital
O ex-presidente da Câmara, Fernando Costa, voltou à Assembleia para falar, de novo, sobre o Hospital para o Oeste. Começou por lembrar a manifestação de 21 de outubro em Lisboa, para lamentar que desde então não tenha sido feita mais nenhuma iniciativa. “É muito tempo sem se ter tomado uma posição”, disse, fazendo notar ao executivo que “é preciso ter uma atitude positiva, construtiva com os partidos que se vão apresentar a eleições”. E, nesse sentido, deixou mesmo conselhos: “chamem-nos à  Câmara e apresentem as posições da autarquia, peçam aos partidos que se pronunciem e que assumam os  seus compromissos da questão da saúde”. Fernando Costa deixou ainda a sugestão para um debate, com todos os cabeça de lista pelo distrito, sobre a saúde no Oeste.
Para o deputado Jaime Neto (PS) a criação do novo hospital é uma questão nacional, defendendo que o que deve ser discutido são os critérios para a sua localização, de modo a que o novo equipamento garanta viabilidade e eficiência a médio e longo prazo.  Já o deputado do VM, António Curado, garantiu que continua a “vontade de lutar” pelo novo hospital, acrescentando que tem havido referências nesse sentido, inclusive na Assembleia Municipal. “Continua a ser uma preocupação grande, até pela forma de gestão atual da ULS”, salientou.
Paulo Espírito Santo (PSD), realçou o trabalho que os deputados Hugo Oliveira e Sara Velez (ambos de novo candidatos) têm feito na Assembleia da República e também recordou a carta que o atual cabeça de lista pela AD no distrito, Telmo Faria, enviou à Assembleia Municipal (então na qualidade de empresário obidense), onde defendia o novo hospital nas Caldas.
O vice-presidente, Joaquim Beato, lembrou que, ainda há dias, defendeu a localização do equipamento nas Caldas na visita que a comitiva do PS, liderada por Eurico Brilhante, fez à Câmara das Caldas e que o também têm feito na OesteCIM. “Assim que se conheceram os novos responsáveis políticos, seremos continuadamente lutadores pela localização nas Caldas do novo hospital”, concretizou. ■