Assembleia unânime na defesa de melhor saúde para as Caldas

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A adaptação dos espaços físicos, com áreas Covid e não Covid é uma das dificuldades do hospital das Caldas da Rainha

Deputados municipais caldenses querem um plano estratégico para a saúde, um hospital novo, a requalificação da unidade caldense e que o executivo reúna com a ministra da Coesão Social

A Assembleia Municipal das Caldas aprovou, por unanimidade, uma moção que reclama “a definição de um plano estratégico de desenvolvimento para a saúde na região Oeste”, tendo também sido aprovado o pedido de uma audiência à ministra da Coesão Territorial por serviços públicos de qualidade.
O documento, que resulta da reunião da Comissão de Saúde, Termalismo, Qualidade de Vida, Cidadania e Ação Social, refere que deve haver uma adequação da capacidade de resposta dos cuidados de saúde primários, o agendamento de um novo hospital e a requalificação da estrutura hospitalar existente na Unidade das Caldas da Rainha, para dar resposta às carências sentidas no imediato. Consideram ainda necessária a elaboração de um Plano de Desenvolvimento Estratégico que considere a requalificação da estrutura já existente no contexto da entrada em produção da nova unidade hospitalar e querem que seja apressada a decisão da construção dum novo hospital. Por outro lado, lamentam que o investimento não esteja previsto no PRR, nem que o Orçamento de Estado para este ano, tenha inscritas verbas alocadas a projetos nessa área.
A quarta comissão reuniu a 2 de maio com o objetivo de analisar a situação crítica que se vive no âmbito dos cuidados de saúde na região e nomeadamente no Hospital das Caldas da Rainha. Voltou a reunir na passada terça-feira, para definir a posição, de unanimidade, que o município deverá defender relativamente ao assunto da saúde, nomeadamente em sede da OesteCIM.
Foi também proposta, pelo social-democrata Pedro Marques, a realização de uma sessão da Assembleia Municipal para abordar exclusivamente os problemas da saúde no concelho.

O discurso polémico
O discurso proferido pelo presidente da Câmara durante a cerimónia do 15 de maio deixou desconfortável o PSD, que não gostou de ouvir que a autarquia não tem uma tão boa situação financeira como tinha sido veiculada.
“Continuamos a assistir a uma certa partidarização de quem não tem partido. Os primeiros cinco minutos não foram uma homenagem à rainha”, salientou o social-democrata Paulo Espírito Santo, que gostaria de ter ouvido os reparos feitos, antes numa Assembleia Municipal, que considera ser o local próprio. “Tem toda a legitimidade de olhar para o futuro do concelho, mas não que se partidarize”, acrescentou.
Opinião diferente foi manifestada pelos deputados do MVM. António Curado deixou um “enorme elogio” ao presidente da Câmara, pelo discurso que fez, no local próprio e da forma própria. “Foi um discurso de balanço e de perspetivar o futuro, tem de se pensar a cidade e o concelho”, manifestou o deputado, criticando o PSD de falta de humildade em reconhecer os resultados eleitorais. Também o colega de bancada, Luís Paulo Baptista, adjetivou o discurso de Vítor Marques de “excelente”, acrescentando que foi diferente dos do passado, “sem ataques ao poder central”.
O presidente da Câmara realçou que não foi dito que são uma autarquia endividada, mas que herdou algumas dívidas. “O que fizemos foi regularizar os compromissos de monta significativa, acima do que é normal”, salientou.
Vítor Marques deu ainda explicações sobre as obras em curso no concelho, muitas delas atrasadas e, as que não estão paradas, estão com uma execução muito lenta. No caso do Teatro da Rainha a autarquia pretende que a obra avance, mas o empreiteiro não a quer continuar, enquanto que as intervenções no Páteo dos Burros e no edifício Frei Jorge de S. Paulo estão com uma “execução muito lenta”. A obra na Creche da Ramalhosa foi suspensa duas semanas para dar resposta às alterações pedidas pela Segurança Social. No caso do Centro da Juventude, será relançado o concurso para a conclusão da obra.
O deputado socialista, Jaime Neto, questionou ainda o executivo sobre as medidas para a mitigação dos pombos, tendo-lhe sido explicado que foi contratualizado um falcão, para afastar as aves.
Nesta assembleia foi ainda aprovada por unanimidade a criação de um grupo estreito de trabalho dedicado ao projeto “Jovem Autarca”, proposto pelo deputado social-democrata, Rodrigo Amaro. Composto por André Santos e Rodrigo Amaro (PSD), Luís Paulo Baptista (MVM) e Pedro Seixas (PS), o grupo está encarregue de estabelecer contatos com a autarquia e entidades externas relacionadas com a juventude, para redação da proposta de regulamento deste projeto educativo para potenciar comportamentos de cidadania. ■