Autarcas da Nazaré voltam a reivindicar novo Centro de Saúde na vila

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O edifício em causa acolheu os serviços básicos de saúde “temporariamente”, já lá vão quase 30 anos

A reivindicação está longe de ser nova, mas voltou a ser levantada pelos autarcas nazarenos. Na última sessão do ano da Assembleia Municipal da Nazaré, que decorreu no passado dia 22 de Dezembro, os deputados aprovaram por unanimidade uma moção apresentada pela CDU, onde se pede que as obras do novo edifício do Centro de Saúde da vila comecem urgentemente.
No documento é mais uma vez apontado que o espaço onde funcionam os serviços básicos de saúde “é exíguo e sem condições”. Trata-se de “um edifício pré-fabricado com quase 30 anos”, onde o Centro de Saúde começou a funcionar temporariamente há quase três décadas. Um edifício que, acreditam os autarcas, “é perigoso para a saúde” devido aos materiais usados na sua construção.
“A Nazaré não pode ser vista como uma terra de segundo plano no que respeita às condições da prestação da assistência e socorro médico e de enfermagem, a que o Serviço Nacional de Saúde se obriga pela constituição”, defende a moção. Por isso, se defende “a resolução urgente do processo da construção do novo edifício do Centro de Saúde da Nazaré”, como foi já prometido por diversas vezes.
A falta de condições no Centro de Saúde tem levado a tomadas de posição semelhantes com alguma regularidade. Já em Janeiro de 2007 os deputados municipais tinham reclamado que o problema fosse resolvido. Três anos depois mantêm-se os sinais de desgaste em toda a estrutura, onde funcionam actualmente as Unidades de Saúde Familiar “Nazareth” e “Mar Saúde” e os apelos para que a situação se resolva de uma vez por todas têm sido constantes.
A moção aprovada a 22 de Dezembro já terá sido enviada ao Presidente da República, ao primeiro-ministro, à ministra da Saúde, ao Procurador-Geral da República, à Comissão Parlamentar de Saúde da Assembleia da República, aos líderes dos grupos parlamentares na Assembleia da República, ao presidente do Conselho Directivo da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, ao governador civil de Leiria e à Assembleia Intermunicipal do Oeste.

J.F.