CDU apresenta perfil para novo hospital no Oeste

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João Durão Carvalho, ao centro, ladeado pelos candidatos caldenses da CDU

Deverá ocupar cerca de 10 hectares e ser instalado numa zona de bom acesso à auto-estrada e nunca dentro das cidades, defendeu o orador

Um novo hospital com “414 camas, mais ou menos 40 para cuidados intensivos, 60 gabinetes de consultas, 11 salas de operações, cinco salas de parto, um hospital de dia polivalente com oncologia, uma unidade de hemodiálise com 18 postos e uma urgência médico cirúrgica”. Este é o perfil do novo hospital para o Oeste apresentado por João Durão Carvalho, membro da Comissão Nacional para as questões da saúde do PCP, numa sessão que reuniu perto de 20 pessoas, a 20 de agosto, na biblioteca.
O engenheiro, ex-diretor do Serviço de Instalações e Equipamentos do Hospital de Santa Maria, fez o estudo para o novo hospital a pedido do antigo ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, tendo-o apresentado já nas Caldas, em junho de 2019, num debate promovido pelo Conselho da Cidade.
João Durão Carvalho não tem dúvidas sobre a necessidade de um novo hospital para dar a resposta à população oestina, que o atual CHO não consegue prestar. De acordo com o especialista, o novo hospital a criar no Oeste deverá ter uma área bruta de construção de cerca de 60 mil metros quadrados e custará 172 milhões de euros. Relativamente à sua localização, esta deverá partir do pressuposto da existência de “um lote de 10 hectares e ser instalado numa zona de bom acesso à auto-estrada e nunca dentro das cidades”, referiu.
O especialista justificou a necessidade do novo hospital com a concentração dos recursos existentes, atualmente dispersos pelas três unidades, e potenciando o trabalho em equipa e a completa e racional utilização dos recursos tecnológicos, bem como a eliminação de circuitos e processos penosos para os doentes e profissionais. Para além de atrair novos profissionais e população, trará uma redução nos custos, que calcula que sejam na ordem dos 15 milhões de euros. João Durão Carvalho lembrou que o PCP já apresentou uma proposta, para o Orçamento de Estado de 2021, de inclusão de 8 milhões de euros para estudo e projeto do novo Hospital do Oeste, e que esta foi chumbada pelos deputados do PS. Deixou ainda críticas à ausência de capacidade de planeamento por parte do ministério da Saúde e defendeu que os investimentos nesta área devem ser feitos tendo por base critérios técnicos e não opiniões. O orador, que integrou a equipa que trabalhou no Plano Diretor Regional (que data de 2002 e previa já a construção de um novo hospital), alertou ainda para o fato de estarem a ser criados novos hospitais públicos, como o de Sintra e Seixal, que não possuem camas, apenas ambulatório, e que não respondem às necessidades da população. ■