CDU apresentou programa “urgente” para moldar o futuro das Caldas

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O candidato à Câmara, António Barros apresentou o programa da CDU na Rua das Montras

A coligação defende que cada proposta é um molde para um futuro digno do nome e história da cidade e concelho

A Rua das Montras, junto à Praça de Fruta, foi o espaço escolhido pela CDU para, na manhã de sexta-feira (13 de agosto) apresentar o seu programa eleitoral. Um programa que o candidato à Câmara, António Barros, caracterizou de “urgente, necessário e imprescindível para moldar o futuro das Caldas”.
A primeira das prioridades apresentadas foi a defesa do termalismo e a integração do Hospital Termal no Serviço Nacional de Saúde, assim como dar “passos seguros” para incluir as Caldas na rede de cidades termais. No urbanismo, a CDU defende uma cidade mais acessível a pessoas portadoras de deficiências motoras e a melhoria da iluminação pública, mas também medidas estruturais, como a revisão do PDM e a elaboração e concretização do Plano de Pormenor do Centro Histórico.
Outra das propostas apresentadas por António Barros foi a deslocalização da central rodoviária do centro da cidade, “localização que tem efeitos negativos no trânsito e no ambiente” para a zona periférica, perto do centro de saúde. A linha do Oeste continua a ser vista como um eixo estruturante para a cidade e região, com os comunistas a defender a sua total eletrificação e a renovação do material circulante. Na área da saúde, querem dar resposta às queixas da população relativas ao fecho das extensões de saúde nas freguesias rurais, propondo as suas reaberturas e a garantia de médicos de família e profissionais de saúde suficientes para cobrir todo o concelho. Também o hospital das Caldas precisa de mais profissionais e de melhorias ao nível físico, nomeadamente com a criação da Unidade de Cuidados Intensivos.
A defesa do ambiente, a aposta no comércio tradicional, a melhoria de condições da Praça de Fruta e a valorização da agricultura também integram o programa da CDU, que não esquece a escola pública, cultura, associativismo e ação social.
António Barros ironizou que as “más línguas falarão na ‘cassete’” da CDU, mas realça que enquanto a realidade local continuar a ser um “autêntico disco riscado” e a maioria PSD continuar “a dar-nos música sem resolver os problemas estruturais das Caldas”, as propostas mantêm toda a atualidade e urgência. Referindo-se a comentários de um “suposto afrouxamento” da CDU e de entusiasmo com novos partidos e movimentos, o candidato lembrou que esta continua a ser a terceira força política a que mais órgãos autárquicos concorre. ■