Conselho de Ministros aprova dragagens na Lagoa de Óbidos

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Lagoa de Óbidos
Depois de uma primeira fase junto à aberta, a intervenção incidirá agora nos braços da Lagoa

A segunda fase de dragagens da Lagoa de Óbidos, com um investimento de 16,8 milhões de euros, foi aprovada no Conselho de Ministros de 14 de Dezembro. A empreitada, que compreende a retirada de 850 mil metros cúbicos de areia do canal central, de um canal no braço do Bom Sucesso e de outro na Barrosa, será realizada entre 2018 e 2020.
A intervenção integra-se no Plano de Ordenamento da Orla Costeira Alcobaça-Mafra e corresponde à segunda fase de dragagens na Lagoa de Óbidos. Inclui ainda a valorização de uma área de 78 hectares a montante do rio Real, numa zona que que no passado foi já utilizada na deposição de dragados.
O projecto das dragagens do corpo superior da Lagoa é da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente (APA). O início da segunda fase de dragagens na Lagoa de Óbidos, foi inicialmente anunciado para o último trimestre de 2017, mas aspectos técnicos, como a definição dos locais para a deposição dos dragados, atrasou o processo.

Obra começa em Outubro de 2018

A APA enviou no passado dia 19 de Dezembro para publicação o pré aviso do concurso internacional. “A existência de um pré-aviso faz com que os eventuais concorrentes fiquem a saber que vai haver uma obra com aquelas características e comecem logo a preparar a sua candidatura e permite que o concurso internacional seja mais curto”, informou o presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira.
O aviso do concurso internacional deverá sair em Fevereiro, de modo a que a obra possa começar em Outubro de 2018. Com uma duração de ano e meio, deverá estar concluída em Abril de 2020, enquanto que o transporte de dragados terminará depois em Outubro.

O autarca caldense reconhece que a intervenção vem com um “verdadeiro atraso” e considera que esta teria tido muito mais eficácia se tivesse decorrido na sequência da primeira. “Hoje teria mais impacto a primeira dragagem se a segunda tivesse ocorrido logo de seguida”, disse, acrescentando que irão continuar a pressionar o ministério do Ambiente de modo a que a obra se concretize mesmo.