Crise política isola presidente da Junta do Carvalhal

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João Mendonça (ao centro) com os membros demissionários do executivo

PSD do Bombarral retirou confiança política a João Mendonça

A Junta de Freguesia do Carvalhal está a viver uma crise política sem precedentes. O presidente João Mendonça, eleito pelo PSD, está isolado após a demissão no início do mês passado dos dois membros do executivo, a social-democrata Helena dos Santos e o socialista Gonçalo Belisário. Desde então já se realizaram três assembleias de freguesia para eleger os dois vogais para o executivo, mas as propostas de João Mendonça foram todas chumbadas. A próxima sessão está agendada para segunda.
Em causa está a gestão financeira da autarquia, tendo o presidente da junta sido questionado sobre a compra e o gasto de gasóleo verde e fitofármacos. As explicações não terão convencido os autarcas e as demissões e as renúncias de mandato estão a complicar uma saída para o problema. Para agravar a situação, o PSD do Bombarral anunciou a retirada da confiança política do também militante João Mendonça, alegando que “deu prioridade a soluções” fora do partido e “sem dar qualquer conhecimento ou informação” sobre “a grave situação”, além de se ter manifestado indisponível para reunir com a comissão política. O PSD refere ainda o alinhamento, na Assembleia Municipal, com o presidente da Câmara, o socialista Ricardo Fernandes, contrariando “compromissos e posições” do partido. Ricardo Fernandes, que também lidera o PS/Bombarral, não tece neste momento comentários.
Em resposta, João Mendonça emitiu um comunicado onde garante continuar “a desempenhar as funções para as quais fui escolhido pelo povo, com rigor e empenho”, rejeitando renunciar ao cargo. Eleito em minoria, o PSD conseguiu quatro mandatos, tirando a junta de freguesia ao PS, que elegeu três pessoas e o CDS duas. João Mendonça já tinha sido presidente durante três mandatos pelo PSD. A socialista Helena Santos, presidente da Assembleia de Freguesia, disse estar “muito preocupada” e vai continuar a seguir a lei, “apesar de ser omissa nesta situação”. ■