Fernando Sousa diz que se recandidata à Foz do Arelho

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O presidente da Junta sob o olhar atento de Maria dos Anjos contra a qual apresentou queixa crime por peculato (Foto de arquivo) | Natacha Narciso

O presidente da Junta da Foz do Arelho, Fernando Sousa, que foi eleito há quatro anos pelo MVC (Movimento Viver o Concelho) disse à Gazeta das Caldas que vai recandidatar-se através de um movimento independente.
Fernando Sousa viu a sua gestão ser arrasada por uma auditoria que detectou inúmeras irregularidades e ilegalidades passíveis de ser crime, o que levou a Assembleia de Freguesia a enviar o relatório para o Ministério Público.

Agora o autarca da Foz do Arelho contra-ataca e reafirma que vai avançar com uma auditoria às contas do mandato anterior, liderado pelo social-democrata Fernando Horta. “Vai decorrer uma auditoria, mas ainda não sei quando. E vai avançar para que as pessoas percebam que, da mesma forma que houve má gestão da minha parte, também houve por parte da gestão anterior”, disse. “Mas não quero gastar dinheiro assim sem mais nem menos à Junta de Freguesia. Quem deveria fazer essa auditoria era o Ministério Público. Mas vai avançar”.
Confrontado sobre uma eventual nulidade dessa auditoria por ser decidida apenas pelo presidente da Junta sem o aval da Assembleia de Freguesia, Fernando Sousa disse que a lei não é clara em relação a isso e que “eu posso mandar fazer a auditoria, mas tenho é que dar conhecimento à Assembleia de Freguesia”.
O autarca disse ainda que apresentou no Ministério Público das Caldas da Rainha queixa crime por peculato contra a funcionário (e autarca) Maria dos Anjos. A queixa, de que mostrou cópia à Gazeta das Caldas tem em anexo fotocópias de cheques da Junta alegadamente levantados pela visada e cujo destino diz que desconhece.
Questionado sobre por que motivo não instaurou um processo disciplinar contra a funcionária, Fernando Sousa disse que “a Junta demorou seis meses a documentar estes cheques todos que andaram por aí a voar e a dada altura resolvi esperar pelo relatório”. E alegou outro motivo: “por recomendação do advogado, como ela [Maria dos Anjos] está de baixa há dois anos, só se poderia actuar quando ela retomasse o serviço”.
Gazeta das Caldas não conseguiu contactar Maria dos Anjos.