Preocupações ambientais na agenda de Heloísa Apolónia para o distrito

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A deputada da CDU também esteve na Feira da Fruta, acompanhada da comitiva distrital e concelhia
O princípio ecologista de “produzir local consumir local”, foi destacado pela cabeça de lista da CDU por Leiria, Heloísa Apolónia, na visita que fez à Feira dos Frutos no passado dia 25 de Agosto.
A deputada d’Os Verdes mostrou que as preocupações ambientais estão na agenda da pré-campanha desta coligação, com visitas às arribas de S. Martinho do Porto e às Berlengas. Os comunistas têm aproveitado as acções para mostrar o trabalho já realizado e assumir o compromisso de levar os problemas, de forma esclarecida, à Assembleia da República e exigir as respostas necessárias do governo.

Heloisa Apolónia, acompanhada pela comitiva da CDU, visitou a Frutos, uma feira que “procura valorizar produtos da região numa lógica de economia local”, disse aos jornalistas. A dirigente comunista considera que deve ser desenvolvida uma política de valorização da produção regional, numa lógica de redução da pegada ecológica, mas também de dinamização das economias regionais.
Para além disso, o certame decorre no Parque D. Carlos I, um local “bastante aprazível, no centro da cidade. Acho que é uma boa compatibilização entre o espaço e a feira”, considera Heloisa Apolónia.
Dias antes, a cabeça de lista por Leiria visitou as Berlengas para alertar para o turismo sustentável e a preservação das áreas protegidas. Heloísa Apolónia alerta para o facto destas áreas não o deverem ser apenas no papel, mas na prática, com a implementação de políticas adequadas para a sua protecção, como a unificação processual dos licenciamentos e autorização de actividades económicas, turísticas e lúdicas na Reserva Natural das Berlengas e ao largo da reserva, terminando com as burocracias, compartimentações, e mesmo contradições. Dotar o Instituto para a Conservação da Natureza dos meios necessários para garantir a salvaguarda daquele património natural, roteiros turísticos integrados e o desenvolvimento de um modelo de turismo que aposte na potenciação e defesa das reservas e riquezas naturais do distrito de Leiria, são outras das propostas.
Heloisa Apolónia recordou que Os Verdes na actual legislatura na Assembleia da República batalharam junto do governo para aumentar o número de vigilantes da natureza e um maior investimento para esta área, e apresentaram um projecto de valorização do eco turismo. “As áreas protegidas devem servir para proteger o património natural mas também para o dar a conhecer às populações”, defende a candidata, acrescentando que as pessoas só preservam aquilo que conhecem.

O problema das arribas e das suiniculturas

Em S. Martinho do Porto os candidatos e os activistas da CDU deslocaram-se ao Miradouro do Facho de onde puderam observar os efeitos das recentes derrocadas das arribas e a fragilidade daquelas formações. Defendem que é urgente a realização de um plano de protecção das Arribas e exigem que a APA tome medidas, “o que não tem acontecido até à data”, denuncia Heloísa Apolónia.
Durante a manhã os candidatos participaram numa acção d’Os Verdes, na praia, de sensibilização da população e turistas para as consequências do uso de plásticos descartáveis. A comitiva deslocou-se ainda à freguesia de Turquel, no lugar da Charneca do Rio Seco, onde pôde constatar a poluição daquelas águas, e o estado de degradação e mesmo abandono de uma das estações elevatórias de águas residuais e esgotos. Diz ser necessário um projecto e sistema de tratamento de esgotos e efluentes de suiniculturas no concelho de Alcobaça, através da construção de duas novas ETAR’s (uma na Freguesia da Benedita e outra junto à actual ETAR de São Martinho do Porto para tratamento final), de maior fiscalização que impeça as descargas ilegais de efluentes, e da adopção de uma estrutura que responsabilizando as suiniculturas. O dia terminou com uma visita ao regadio da Cela, que abrange mais de 450 hectares e conta com cerca de 500 associados.
Em fase de pré-campanha, a CDU já realizou um conjunto de iniciativas em vários concelhos do distrito e tem sentido uma boa receptividade por parte das pessoas. “Temos andado em conversas e a distribuir documentos relacionados com as nossas propostas mas também do trabalho que realizámos”, conta a cabeça de lista da coligação. A dirigente comunista refere que o conhecimento concreto da realidade permite-lhes levar as questões à Assembleia da República para propor e exigir as respostas necessárias por parte do governo.
Temos sentido uma grande simpatia por parte das pessoas, mas isso não chega, o que era necessário para eleger uma deputada pela CDU à Assembleia da República e isso só é possível através do voto, a 6 de Outubro”, conclui.