PSD apresenta visão integrada para a cidade com base no termalismo

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José Viegas, da concelhia do PSD, com os oradores, Jorge Mangorrinha e Adolfo Mesquita Nunes

O Turismo e Termalismo arrancaram um ciclo de debates sobre temáticas locais, organizado pelo PSD/Caldas, que quer dar-lhes continuidade noutros fóruns

Fundar um Parque das Artes e da Saúde, juntando o binómio do território e governança é uma das ideias do PSD para o futuro do termalismo, que foi apresentada por Jorge Mangorrinha durante a conferência sobre Turismo e Termalismo. O evento que decorreu no CCC, na noite de 25 de maio, contou com a participação do arquiteto e especialista em termalismo, e de Adolfo Mesquita Nunes, ex-secretário de Estado do Turismo.
Jorge Mangorrinha começou por explicar que a sua apresentação resultava de uma convergência entre o seu pensamento e o da concelhia caldense e que consiste numa visão integrada do termalismo para a cidade e região, em diferentes escalas de intervenção. Considera que as Caldas tem, neste momento, a possibilidade de trilhar um de três caminhos: de aposta na renovação, no prolongamento do que existe ou trilhar o declínio, se não houver uma visão estratégica integrada para o termalismo. Esta visão integrada compreende vários percursos, o entre a ESAD e o CCC, do Parque D. Carlos à Mata e um de ligação entre o Parque e a Quinta da Boneca. Jorge Mangorrinha defendeu também que é necessário saber que tipo de balneário se quer construir, que é “essencial” associar ao projeto um centro de medicina desportiva e reabilitação física e também o aproveitamento geotérmico.
Esta visão integrada compreende também a articulação da Mata com a Quinta de Santo Isidro e a realização de parcerias e a gestão integrada de espaços comuns. Necessária é também, de acordo com o especialista, a valorização do património termal, assistencial e arquitetónico, assim como da cidade, em termos de projeção nacional e internacional. Entre as iniciativas para o conseguir estão o incremento do Plano Diretor do Complexo do Hospital Termal, a organização de um evento com periodicidade anual que integre as artes e o termalismo e ainda a definição de um plano de marketing territorial e de promoção.
Na opinião do antigo secretário de Estado da coligação CDS/PSD, o conceito de oferecer um produto está desatualizado, defendendo que as cidades têm de encontrar formas de comunicar que tenham que ver com as motivações das pessoas. Adolfo Mesquita Nunes alertou ainda que quando uma cidade opta por determinado produto ou vocação “é bom que isso seja verdade, sobretudo para quem lá vive”, pois “nenhuma cidade é interessante se as suas ruas e cafés estiverem vazios”.
O orador defendeu que é preciso “convocar a cidade toda” a pensar sobre si própria e que o conceito se replicasse por todo o lado, para que se pudesse vender como um destino termal. Depois é “preciso chegar às pessoas”, através do conhecimento..
Adolfo Mesquita Nunes falou ainda da necessidade dos concelhos trabalharem em rede, para ganharem escala,
Entre a assistência foi levantada a questão da intervenção nos Pavilhões do Parque e a necessidade de reabilitação do edifício do Hospital Termal. Alguns dos intervenientes lembraram que as termas estiveram fechadas e que foi a Câmara, na altura liderada pelo PSD, que ficou com a sua concessão e, depois de realizar as obras necessárias, as reabriu.
O debate que começou com esta conferência terá continuidade, de acordo com o presidente da concelhia caldense, Daniel Rebelo, noutros fóruns, como a Câmara e Assembleia Municipal. O PSD pretende também “contribuir para a discussão do masterplan que a Câmara encomendou e nos irá apresentar em breve”, concretizou. ■