PSD oficializa recandidatura de Tinta Ferreira à Câmara das Caldas

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Autarca tem caminho livre para tentar um terceiro e derradeiro mandato à frente da autarquia (foto arquivo)

Concelhia liderada por Daniel Rebelo aprovou por “unanimidade e aclamação” o nome do autarca para cabeça de lista. Tinta Ferreira recebeu apoio formal por parte de oito presidentes de junta

A Comissão Política Concelhia de Caldas da Rainha do PSD aprovou, na passada sexta-feira, “por unanimidade e aclamação” a recandidatura de Fernando Tinta Ferreira à presidência da Câmara nas eleições autárquicas de 2021.
A decisão surge dias depois do anúncio protagonizado pelo secretário-geral do PSD, José Silvano, e que causou ondas de choque no partido, mas também da formalização da candidatura independente de Vítor Marques à Câmara.
A estrutura local do partido, liderada por Daniel Rebelo, realça “todo o trabalho e empenho” com que o chefe do executivo municipal “conduziu os destinos da autarquia durante os últimos anos” e “em especial a forma como tem sabido liderar os caldenses durante a mais grave crise de saúde pública nacional e mundial dos últimos 100 anos”.

Chefe do executivo municipal recebeu apoio formal de oito presidentes
de junta

O PSD/Caldas salienta “a competência, o conhecimento e a experiência” do presidente da Câmara, que tentará um último mandato, características que entende poderão ser “fundamentais nos próximos anos para ultrapassar os efeitos da pandemia”.
Caberá, agora, a Tinta Ferreira constituir a equipa para a Câmara, enquanto ao partido caberá escolher a lista para a Assembleia Municipal, processos que decorrerão em paralelo, mas com regras distintas.
“Vamos manter a tradição e dar total liberdade ao candidato à Câmara para fazer a equipa. Ele é que tem de saber com quem se quer fazer acompanhar nos próximos quatro anos”, sublinha Daniel Rebelo, explicando que a lista para a Assembleia Municipal “é uma escolha da Comissão Política Concelhia”, mas abrindo a porta “tal como tem acontecido, e é notório no executivo municipal, aos independentes”.
A opinião de Tinta Ferreira “será determinante” na constituição da lista da Assembleia Municipal, mas a primeira palavra pertencerá a Lalanda Ribeiro. “Temos de perceber qual a intenção do presidente e se ele quiser, será novamente candidato”, frisa o líder local dos social-democratas.
Entretanto, oito presidentes de juntas de freguesia do concelho das Caldas da Rainha manifestaram já “total apoio” à recandidatura de Fernando Tinta Ferreira.
Em comunicado, os autarcas Paulo Sousa (A-dos-Francos), José Henriques (Alvorninha), António Colaço (Carvalhal Benfeito), Armando Monteiro (Landal), Alice Gesteiro (Nadadouro), Rui Jacinto (Salir de Matos), Virgílio Filipe (Vidais) e Jorge Varela (União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro) elogiam os dois primeiros mandatos do presidente da Câmara, considerando que “nestes últimos sete anos, a cidade e o concelho das Caldas da Rainha sentiram um desenvolvimento notável”.
O documento é também assinado por Carlos Cravide (tesoureiro), Maria João Reis (secretária) e João Reis (vogal), da União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Couto e São Gregório, surgindo dias depois de Vítor Marques, independente eleito pelo PSD naquela junta, ter anunciado a candidatura à Câmara Municipal.
“A bem das nossas freguesias, queremos o presidente Tinta Ferreira por mais quatro anos”, salientam os eleitos em juntas do concelho, que elogiam a “experiência, competência e visão estratégica” do chefe do executivo municipal.

Lalanda Ribeiro só não será recandidato à Assembleia Municipal se decidir sair no fim do mandato

 

Candidato em Santa Catarina
Fernando Fialho é o candidato do PSD à Junta de Santa Catarina. O nome do antigo presidente dos Bombeiros Voluntários da Benedita foi já aprovado em reunião da Comissão Política Concelhia, que ambiciona recuperar uma junta que “pertence” ao CDS/PP desde 2009.
Nas próximas autárquicas, os social-democratas devem recandidatar os presidentes de junta em exercício e estão a trabalhar no sentido de encontrar alternativa a Virgílio Filipe, que não se pode recandidatar nos Vidais, por ter atingido o limite de mandatos. ■
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