Vamos Mudar apresentou dois anos de “mudança” na Câmara

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Joaquim Beato, Vítor Marques e Conceição Henriques apresentaram o trabalho realizado em dois anos de governação do município caldense

Presidente e vereadores enumeraram trabalho feito na primeira metade do mandato

O presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Vítor Marques, e os vereadores Joaquim Beato e Conceição Henriques, do Vamos Mudar, apresentaram no passado sábado, no Café Concerto do CCC, o balanço de dois anos de mandato à frente dos destinos do município. Numa sessão que contou com presença de muitos apoiantes, mas que marcou pela ausência da oposição, o trio apresentou o que foi feito até ao momento, que consistiu em “consolidar o terreno para o nosso trabalho aparecer”, salientou Vítor Marques.
“As expectativas têm que passar pela maturação do projeto, quer este seja mais ou menos ambicioso”, começou por dizer Conceição Henriques, que aponta que houve, “inequivocamente” mudança com a liderança do Vamos Mudar na autarquia. “Dúvidas houvesse, estarmos aqui numa prestação de contas já significa uma mudança”, rematou.
Às críticas que as mudanças na Câmara não são visíveis, Conceição Henriques responde que, antes de o serem, foi preciso executar uma “mudança de conceito”. “Pode parecer que muito pouco foi feito”, mas só haveria mais para mostrar se tivesse sido realizada “uma mudança por destruição”, o que não foi o caso, disse, apontando que há já muito trabalho de bastidores em campos como a transformação digital, ao nível dos regulamentos, das normas internas e na boa prática no recrutamento.
Conceição Henriques, Joaquim Beato e Vítor Marques apresentaram, depois, o trabalho já feito em cada pelouro. Começando pelas obras, Joaquim Beato, vice-presidente do município, começou por falar em cerca de 10 milhões de euros de obra executada, que vinha de compromissos anteriores. A autarquia tem, ainda, 3,5 milhões de euros em obras em execução e estima executar mais 2,7 milhões de euros em obra nova, ainda este ano. Além disso, o município tem 772 mil euros investidos em projetos que arrancam em breve, entre as quais as requalificações das escolas Raul Proença, D. João II e de Santa Catarina, que vão significar mais de 20 milhões de euros de investimento. Além das escolas, Joaquim Beato destacou os ossários nos dois cemitérios e o centro de acolhimento temporário, “que será uma obra exemplo a nível nacional”.
Ainda no campo das obras, o vice-presidente realçou os estudos que o município está a realizar para a construção de um parque de estacionamento subterrâneo de três pisos no atual parque junto à PSP, que prevê a criação de uma praça à superfície e a requalificação da Rua da Estação, cujo processo está na mão das Infraestruturas de Portugal, proprietária do terreno contíguo.
Ainda nos investimentos, Conceição Henriques destacou os 2,7 milhões de euros de candidatura ao programa de habitação 1º Direito e Vítor Marques sublinhou os 2,5 milhões que o município está a investir na saúde, quer através de melhoramentos na ginecologia e obstetrícia do hospital das Caldas, quer no Centro de Saúde.
Saúde que tem sido um dos desígnios deste mandato. Vítor Marques voltou a apelar à participação na manifestação deste sábado em Lisboa pela construção do Hospital do Oeste nas Caldas. “Envolvam-se, não sejam passivos”, disse, acrescentando ter “dificuldade em perceber que não nos consigamos envolver na questão do hospital. Vamos perder o que temos e não fazemos nada? Se calhar temos o que merecemos. Mas eu digo que nós merecemos muito mais”.
Questões como a duplicação do montante a atribuir em bolsas de estudo, para 120 mil euros, a aposta na ação social, com aumento de seis para 19 colaboradores nesta área pelo assumir da delegação de competências, o reforço dos fundos destinados às freguesias por delegação de competências (de 2,8 milhões de euros para 3,4 milhões) e às associações (de 5,5 milhões de euros para 6,7 milhões), foram também apontados pelo executivo. Assim como a conclusão, para breve, do Plano Diretor Municipal e do Masterplan do Termalismo, vistos como essenciais do ponto de vista estratégico para o futuro do município.
“Comprometemo-nos a fazer uma maratona e vamos a meio”, disse Vítor Marques, realçando que o trabalho nestes dois anos na governação da autarquia permitiu “consolidar o terreno para o nosso trabalho aparecer” no que resta do mandato. “Queremos fazer sempre tudo bem, não faremos sempre tudo bem”, completou, acrescentando que o executivo continuará a “monitorizar as nossas estratégias”, pedindo aos munícipes “que o façam também”.
Ausentes da iniciativa, os vereadores do PSD na Câmara das Caldas apresentaram na reunião de Câmara Municipal um “protesto veemente” por não lhes ter sido dado conhecimento deste ato oficial do município, que promove “uma confusão clara e grave entre o município e o movimento Vamos Mudar”. ■