Vereadores do PS criticam localização dos novos múpis

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Os vereadores não executivos da Câmara das Caldas, eleitos pelo PS, criticaram na sessão pública de câmara do passado dia 25 de Junho a localização e a disposição de alguns dos múpis instalados na cidade pela empresa Girod Medias Portugal. Em causa estão questões estéticas, nalguns casos, mas noutros os vereadores apontam mesmo questões de segurança para os peões.
Jaime Neto foi o vereador que primeiro levantou o problema, referindo que alguns dos equipamentos publicitários colocados nos passeios não permitem que os cidadãos desfrutem totalmente do espaço urbano por cortarem a visibilidade.
São os casos de dois equipamentos colocados junto à sede da União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório. Um deles não permite que se visualize correctamente o edifício que é classificado pelo seu interesse arquitectónico. O outro, colocado na Rua das Montras, corta a visibilidade para a Praça da Fruta.
O vereador, que é arquitecto de profissão, apontou ainda um terceiro equipamento na confluência das ruas Padre António Emílio e Dr. Miguel Bombarda, que “corta a visibilidade do enfiamento da rua”. Jaime Neto sugeriu que se fizesse alguma correcção “na direcção em que os equipamentos se encontram dispostos” para anular este efeito.
Também Luís Patacho apontou a deficiente localização de um múpi recentemente colocado pela Girod Medias Portugal junto ao Parque D. Carlos I e ao hotel Sana Silvercoast. Segundo o vereador socialista, este equipamento está a reduzir perigosamente a visibilidade dos condutores para uma passadeira, colocando em risco a segurança dos peões. Luís Patacho relatou um episódio que o mesmo viveu. “Eu vinha a entrar na cidade, estavam duas pessoas na passadeira e só os vi quando já estava em cima deles, porque tinha a visão tapada pelo múpi, tive que travar a fundo”.
Hugo Oliveira, vereador com a pasta da publicidade urbana, referiu que alguns dos espaços apontados já se encontravam ocupados por múpis com o anterior operador e que os dois colocados junto à sede da união de freguesias foram analisados em conjunto com aquela entidade.

No entanto, admitiu que a alteração do posicionamento de alguns dos equipamentos poderá ser equacionada, nomeadamente os que levantam problemas de segurança.
A Girod Medias Portugal faz parte de uma multinacional francesa, mas em Portugal está registada como sociedade unipessoal, com sede em Lisboa, que é propriedade de Philippe Marc Andre Girod. Ganhou o concurso público para a publicidade no espaço urbano caldense e substituiu nas últimas semanas os múpis, as paragens do Toma e as placas sinaléticas na cidade.