Os hotéis convencionais são apenas uma parte da oferta da região
O Oeste fez uma aposta forte na fileira do turismo e a oferta hoteleira da região acompanhou. O sector disponibiliza um leque vasto e variado,
que vai desde os parques de campismo e caravanismo aos hotéis de cinco estrelas. Pelo meio, muitas unidades apostam na diferenciação, virando
a sua própria oferta para nichos de mercado como o glamping, ou para sectores muito específicos, como o surf, que é uma das bandeiras da região

Há alguns anos que a palavra de ordem dos decisores políticos em relação ao turismo no Oeste é a diversificação e a mensagem tem passado para os empresários no que à hotelaria diz respeito.
Hoje não basta ter um hotel, ou um alojamento local. A concorrência é muita, mas também as oportunidades, dada a procura que a região foi ganhando ao longo dos anos. Essa diversificação observa-se um pouco por todo o sector.
Hotéis, alojamentos locais e turismo rural adaptam-se a quem os visita. Se o turismo de surf e de golfe continua a dominar, há públicos diferentes que justificam apostas diferenciadas. E o Oeste tem resposta para de tudo um pouco. Desde o campismo e o caravanismo.
Há 14 parques de campismo e caravanismo licenciados no Oeste, com capacidade para albergar mais de 11 mil pessoas. E se uns se mantêm dentro dos parâmetros de há alguns anos, outros investem para chegarem a diferentes nichos de mercado, como por exemplo o glamping (conceito que mistura campismo e glamour). Há mesmo um destes empreendimentos com quatro estrelas e sete com três estrelas.
O alojamento local, que tem sua origem nos famosos “chambres” da Nazaré, cresceu exponencial nos anos recentes. Muitas destas pequenas unidades estão inseridas em contextos de habitação de família.
Se o alojamento local junto ao mar está muito ligado ao turismo de sol e mar, em muitos casos até com parcerias ou integrando escolas de surf, hoje respondem a outros públicos-alvo. Quando se opta pelo interior o tipo de oferta é muito diferente, cultivam-se os retiros e trata-se de chegar às comunidades, às tradições e costumes locais.