A Comunidade Intermunicipal do Oeste lançou, em 2013, o projecto Oeste Sagrado, uma iniciativa intermunicipal, que abrange geograficamente uma área de 2219 Km2, respeitante aos 12 municípios da região e que visa elencar os vários templos religiosos do Oeste.
A Rota do Sagrado tem por base a inventariação e divulgação das Igrejas, existentes em cada concelho do Oeste e pretende ser um instrumento potencial para o desenvolvimento turístico da Região, para a dinamização da base económica local e afirmação da identidade regional. Com a divulgação do vasto património religioso da região, pretende-se sensibilizar as populações para este legado histórico, procurando-se que as igrejas inventariadas sejam reconhecidas como herança cultural dos oestinos. Ao longo dos últimos anos, vários municípios da região têm vindo a acrescentar a lista dos templos religiosos num território que se pode orgulhar de ter o primeiro santuário mariano da Península Ibérica. Foi no Sítio da Nazaré que se deu o milagre de D. Fuas Roupinho, uma das mais belas lendas do imaginário português, e que deu origem à construção do santuário em 1377, por forma a albergar os fiéis que ali se deslocavam para venerar a virgem. Curiosamente, ali bem perto, em São Gião, há outra “pérola” do turismo religioso: uma igreja visigótica, que está a receber obras de manutenção e que poderá receber público em breve.
No Oeste há imensas igrejas e templos religiosos que merecem uma visita, mas neste roteiro Óbidos é uma paragem incontornável. A Igreja Matriz de Santa Maria, que se encontra edificada no Largo da Praça, é apontada como uma construção visigótica do século VIII, transformada em mesquita no tempo dos mouros e restituída ao culto cristão, após a reconquista.
Nesta rota pelo património religioso do Oeste não pode deixar de conhecer (se é que não conhece já…) a Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, nas Caldas, cuja obra foi terminada em 1510, ou em Alcobaça, onde se mantém, imponente, o Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, inscrito na lista da Unesco do património mundial desde 1989, e que acompanhou a nacionalidade praticamente desde a fundação do país.