A Semana do Zé Povinho | 11 Fev. 2021

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O desporto nem sempre é a escola de virtudes que deveria ser, muito por culpa dos clubismos exacerbados que muitos não conseguem evitar. Mas, de quando em vez, surgem bons exemplos que funcionam como autênticas pedradas no charco e que Zé Povinho gosta, particularmente, de valorizar. Foi o caso do nazareno Tiago Esgaio, que teve um gesto de grande humanismo no jogo da B SAD com o FC Porto, ao auxiliar o adversário Nanu, que caiu inanimado após um choque violentíssimo com o guardião. O antigo jogador do Caldas foi o primeiro a aperceber-se da gravidade da situação e, além de colocar o jogador na posição lateral de segurança, meteu os dedos na boca de Nanu, que estava a ter uma convulsão e a enrolar a língua. O resultado do jogo, embora pudesse agradar mais a uns que a outros, tornou-se o menos importante perante gesto tão nobre. ■

 

Na era das redes sociais, tem-se constatado um agravamento da maledicência, da crítica fácil e muitas vezes sem fundamento, que mesmo que depois denunciadas, os autores não têm a lhaneza de se retratarem. Na passada semana, a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, enfermeira Ana Rita Cavaco, na sua sanha contra a atual situação da covid, enlameou a presidente da Câmara de Portimão e outras figuras, com a acusação de terem sido beneficiários “ilegais” da vacina e ainda por cima denominando-os à primeira “gorda fura fitas” e aos outros de “chico espertos”. Mesmo depois de saber que errou, não desmentiu ou pediu desculpas, tendo aproveitado para arrastar a seguir mais alguns dos seus críticos. Zé Povinho não gosta desta forma de atuar e ainda por cima a quem tem um alto cargo deontológico que decerto não está assim a representar a sua classe, que não se revê neste tratamento. ■