A Semana do Zé Povinho

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O Arq. Jorge Mangorrinha voltou às Caldas, enquanto presidente das Comemorações do Centenário do Turismo Português, para dissertar sobre as termas e o turismo no e do concelho.
E tal como em 2001, quando foi candidato à Câmara das Caldas na lista do PSD, não deixou o tema por mãos alheias e categoricamente afirmou que “em três mandatos, 12 anos, conseguir-se-á regenerar uma cidade e um concelho”
Apesar de dizer que não tem actualmente pretensões políticas a nível local, enunciou uma linhas fortes a vários níveis para Caldas da Rainha, lembrando ainda que deixou há sete anos um plano estratégico que “continua actual” e que ninguém lhe pegou depois.
Como não há muitas pessoas nas Caldas da Rainha com tal desassombro e convicção, Zé Povinho acha que o Arq. Mangorrinha merece este destaque, tanto por isso como pela sua persistência em termos do discurso.
Contudo, um dos pecadilhos que os seus detractores lhe apontam é que alguns dos seus projectos para as Caldas, como o CLIC, tenha ficado para trás, sem que se tenha percebido a razão objectiva.
Mas se as Caldas não gostaram das suas propostas, outros valores mais altos se levantaram e as gentes do turismo acolheram este ilustre caldense para a comissão do  seu centenário, motivo pelo qual tem percorrido o país em colóquios, exposições e conferências. Zé Povinho dá-lhe os parabéns.

O jovem professor Pedro Martins é um ilustre desconhecido a quem o Dr. Passos Coelho entregou a pasta de secretário de Estado do Emprego, do superministro Álvaro Santos Pereira.
Tal como o ministro que veio de Vancouver, no Canadá, o Dr. Pedro Martins veio da Universidade de Londres, onde leccionava Economia Aplicada.
Apesar de especialista em Economia do Trabalho e Economia da Educação, Zé Povinho não viu até ao momento aquela garra e rasgo que desse algum alento às centenas de milhares de desempregados que formam uma estatística que não tem parado de crescer.
Dirá o secretário de Estado, Pedro Martins, que não é responsável pelas causas que provocam o desemprego, mas também não se vislumbra uma intervenção, uma afirmação, que mostre que ele está ciente dos desafios que se lhe exigem.
Na passada semana Zé Povinho leu na Gazeta das Caldas que os números do desemprego nas Caldas da Rainha, no Oeste, bem como em todo o território nacional, não têm parado de se agravar.
Sabe-se, por outro lado, que a estratégia do combate ao desemprego foi retirada ao Ministério da Economia e do Emprego pelo ministro Miguel Relvas, que de tantas funções que tem para se ocupar, dificilmente terá discernimento e sabedoria para dela se ocupar. Afinal vem um jovem e credenciado universitário de Londres para isto, se bem que da capital inglesa não se conhecem grandes medidas para lutar contar o maior flagelo social da actualidade – o desemprego.