Agricultura não prejudica consumo público de água nas Caldas

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Vítor Diniz deu a conhecer à comunicação social a resposta às suas preocupações

Comissão cívica obteve respostas às preocupações com excesso de furos no consumo de água para agricultura

A Comissão Cívica de Proteção das Linhas de Água e Ambiente está “descansada” quanto à quantidade de água utilizada em regas na agricultura e o perigo de envenenamento da mesma, através do uso de pesticidas, na zona entre o Campo e a Serra do Bouro. Esta tomada de posição pública vem no seguimento da resposta, por parte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), às preocupações colocadas por esta entidade há alguns meses, depois de uma visita ao local.
Nessa altura era denunciada a “concentração de hectares de explorações agrícolas, com um uso intensivo de pesticidas que podem levar ao envenenamento dos lençóis freáticos e contaminar as captações de água da autarquia” na zona e foi feita uma exposição à tutela, juntamente com um pedido de informações.
A resposta, recebida do gabinete da secretária de Estado do Ambiente, elencava uma série de procedimentos legais necessários para captação de furos de água, definições das atividades e instalações interditas ou condicionadas, nas zonas de proteção e que estão sujeitos a parecer prévio vinculativo da APA sem, no entanto, responder às preocupações manifestadas pela comissão cívica, que voltou a pedir esclarecimentos. Foram essas informações que foram agora prestadas e que levam o porta voz da comissão, Vítor Diniz, a mostrar a sua satisfação com a resposta, mas principalmente com a informação de que estão a ser feitas “monitorizações constantes, na vigia do consumo, nas análises e no volume existencial de água”.
A informação enviada pela tutela especifica que a zona de Serra do Bouro, Campo e Salir do Porto é abrangida “maioritariamente pela massa de água Caldas da Rainha- Nazaré”.
Um estudo recente, para a avaliação do estado quantitativo das massas de água subterrânea, refere que a das Caldas da Rainha – Nazaré, apresenta um valor de recarga média do aquífero de 23.3 hm3/ano, com um consumo de água total aproximado de 10 hm3/ano, sendo a componente agrícola responsável por cerca de 3.8 hm3/ano e o abastecimento público 5.4 hm3/ano. ■